EUA têm novos protestos contra o racismo após negro ser baleado por policiais

Jacob Blake foi baleado no domingo quando estava com os três filhos, de 3, 5 e 8 anos de idade e está internado na UTI

Da CNN, em São Paulo

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Os Estados Unidos registraram novos protestos contra o racismo e a violência policial nesta segunda-feira (24) após Jacob Blake, um homem negro de 29 anos, ter sido baleado por policiais brancos no domingo (23) em Kenosha, no estado de Wisconsin.

Além de protestos na cidade onde os foram feitos os disparos, também foram registradas manifestações em Minneapolis – cidade onde George Floyd morreu após uma abordagem policial em maio – e em Nova York. Novamente, o lema dos manifestantes era o “Black Lives Matter” (“Vidas Negras Importam”, em inglês).

Agentes da prefeitura de Kenosha entraram em conflito com manifestantes e usaram bombas de gás lacrimogêneo.

Em um vídeo gravado por uma testemunha que estava do outro lado da rua, Blake pode ser visto caminhando até o lado do motorista de um carro cinza, seguido por dois policiais que apontam suas armas em direção às costas dele.

Sete tiros podem ser escutados enquanto Blake, que parece estar desarmado, abre a porta do carro, e uma mulher próxima da cena dá pulos em desespero.

A vítima estava com os filhos de 3, 5 e 8 anos de idade, que o aguardavam no carro. Em depoimento, a noiva de Blake afirma ter apelado aos policiais para que não atirassem na frente às crianças.

Jacob Blake está vivo, internado em estado grave em uma unidade de terapia intensiva. 

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O governador de Wisconsin, Tony Evers, defendeu a investigação do episódio e criticou o “uso excessivo de força e agravamento imediato ao abordar cidadãos negros”. 

Candidato democrata à Presidência dos Estados Unidos, o ex-vice-presidente Joe Biden divulgou nota sobre o episódio, afirmando que “esses tiros perfuram a alma da nossa nação”.

“Nessa manhã, o país acorda mais uma vez com luto e indignação diante de mais um americano negro que foi vitimizado pela força excessiva”, disse Biden em nota.

O candidato republicano, o presidente Donald Trump, não se manifestou até o momento.

(Com informações de Marcelo Favalli, da CNN, e Nathan Layne e Daniel Trotta, da Reuters)

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