EUA x Irã: China diz que está trabalhando para resolver impasses

Ministro das Relações Exteriores do país afirmou que Pequim mantém comunicação contínua com os países em conflito e com o Paquistão que atua diretamente na mediação

Kathleen Magramo e Sylvie Zhuang, da CNN
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Pequim tem trabalhado para resolver o impasse entre os Estados Unidos e o Irã, declarou o ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, a jornalistas na terça-feira (26).

"Resolver antigas queixas não é uma tarefa que se resolve da noite para o dia, mas cada passo adiante nas negociações traz uma réstia de esperança para a paz", disse Wang após presidir uma reunião de alto nível do Conselho de Segurança das Nações Unidas em Nova York.

Wang afirmou que Pequim tem mantido comunicação contínua com os principais atores: os EUA, o Irã e o Paquistão, que assumiu a liderança na mediação das negociações.

“Esperamos que as partes envolvidas adiram firmemente ao cessar-fogo e à suspensão das hostilidades, continuem a avançar umas em direção às outras e restaurem a paz no Oriente Médio o mais rápido possível”, acrescentou Wang.

Na segunda-feira (25), Wang se reuniu com o chefe do Exército paquistanês, o marechal de campo Asim Munir – principal interlocutor entre Teerã e Washington – em Pequim.

Os dois discutiram seus esforços para restaurar a paz no Oriente Médio, segundo comunicados dos respectivos países.

Relação entre Irã e China

A China é uma parceira diplomática próxima do Irã e a principal compradora de seu petróleo – e se apresentou como defensora da paz ao longo da guerra –, que foi um tema central de discussão entre o líder chinês Xi Jinping e o presidente dos EUA, Donald Trump, durante a visita do americano a Pequim, entre 13 e 15 de maio.

Trump afirmou que Xi se ofereceu para ajudar a resolver o conflito entre Washington e Teerã.

"O presidente Xi gostaria de ver um acordo. Ele gostaria mesmo. E ele se ofereceu. Disse: ‘Se eu puder ajudar de alguma forma, gostaria de ajudar’", declarou o americano a Sean Hannity, jornalista da emissora americana Fox News, em uma entrevista gravada após as negociações de alto risco em Pequim.

O líder americano acrescentou: "Ele gostaria de ver o Estreito de Ormuz aberto."

Esperava-se amplamente que Trump pressionasse a China para o país fazer pressão sobre o Irã a aceitar um acordo de paz e a reabrir o Estreito de Ormuz, uma importante via de passagem de petróleo que permanece praticamente fechada em meio à guerra.

Após a declaração do presidente americano, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou que Teerã acolheria com satisfação qualquer iniciativa diplomática da China para reduzir a tensão no conflito com os Estados Unidos.

"Qualquer esforço feito pela China para apoiar a diplomacia será bem-vindo pela República Islâmica do Irã", declarou ele em uma coletiva de imprensa em Nova Déli, Índia, durante uma visita para participar da reunião de ministros das Relações Exteriores do Brics.

Surgiram dúvidas sobre qual apoio, se houver, Pequim estaria disposta a oferecer nos bastidores para ajudar a pôr fim ao conflito entre os EUA e Israel com o Irã, que já dura meses e mergulhou a economia global em turbulência, sem uma solução clara.

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