EUA x Irã: professora analisa prováveis movimentações do conflito

À CNN, Mariana Kalil, da Escola Superior de Guerra, avalia que capacidade material do Irã é inferior à de Israel e Estados Unidos, que serão os responsáveis por determinar o fim do conflito

Da CNN Brasil
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A capacidade de retaliação do Irã contra Israel e Estados Unidos tem sido questionada desde o início do conflito, e especialistas divergem sobre se isso representa uma limitação real ou uma estratégia calculada por parte do governo iraniano.

Em entrevista à CNN Brasil, Mariana Kalil, professora da Escola Superior de Guerra, avaliou que o Irã possui uma capacidade material significativamente inferior à de Israel e dos Estados Unidos, o que coloca o país em desvantagem no atual cenário de tensões. "Certamente o Irã tem uma capacidade material muito inferior à capacidade material de Israel e dos Estados Unidos. Então, quem na verdade vai ditar quando a guerra vai acabar são os Estados Unidos e Israel", afirmou.

A especialista explicou que há diferentes interpretações sobre a postura iraniana. "Alguns especialistas falam que o Irã tem uma política externa bastante realista, ou seja, busca entender sua posição e mitigar qualquer possibilidade de entendimento desproporcional das suas intenções. Outros dizem que, na verdade, o Irã não tem a capacidade que o Ocidente vislumbra", pontuou.

Alianças internacionais e o papel de potências globais

Sobre o apoio de países aliados ao Irã, Kalil destacou o posicionamento cauteloso da Rússia e da China. "A Rússia tem demonstrado tendência de não se envolver no conflito do Irã como se envolveu na Síria, por exemplo", observou.

Quanto à China, a professora avaliou que o país ainda mantém postura defensiva: "Me parece que a China ainda é muito defensiva e muito cautelosa, inclusive porque o poderio militar dela ainda é inferior ao poderio militar americano".

A professora também abordou a possibilidade de uma incursão terrestre dos Estados Unidos no Irã, destacando que operações aéreas seriam insuficientes para provocar uma mudança de regime. "Precisaria de uma operação terrestre, que a gente chama de boots on the ground, botas no terreno", explicou. Porém, Kalil alertou para os riscos: "A incursão terrestre tem também um custo de vidas muito alto, especialmente se a gente for levar para uma guerra irregular, que é possivelmente o que aconteceria no Irã".

Segundo a especialista, mesmo em desvantagem material, o Irã poderia prolongar o conflito através de táticas de guerra irregular, transformando-o em um "atoleiro" para as forças convencionais americanas. "A tendência não necessariamente é de o Irã ganhar esse conflito, mas de alongar o conflito e acabar se tornando o que eles chamam de quagmire, um atoleiro", concluiu.

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