Europa mostra incapacidade de enfrentar poder dos EUA, diz professor

Professor Marcus Vinicius de Freitas analisa que Trump trata aliados como vassalos e que a Otan perdeu sua autonomia, usando o caso da Groenlândia como exemplo

Da CNN Brasil
Compartilhar matéria

A crescente influência dos Estados Unidos sobre seus aliados europeus tem revelado uma preocupante dinâmica de poder, segundo o professor de Relações Internacionais Marcus Vinicius de Freitas, em entrevista ao Live CNN. Em sua análise, o especialista aponta que os europeus demonstram cada vez mais sua incapacidade de resistir ao poder norte-americano, especialmente diante das posturas adotadas pelos EUA.

De acordo com o professor, o caso da Groenlândia exemplifica como o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tem imposto sua vontade sobre os países europeus. "Ele começa a impor a vontade dele sobre os europeus e eles, mais uma vez, revelam a sua incapacidade de resistir ao poder norte-americano", afirmou. O especialista destacou que esta situação evidencia um problema maior nas relações transatlânticas.

Otan sem autonomia

Freitas argumenta que a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) perdeu sua legitimidade e capacidade de atuar com voz autônoma. "Depois que você viu o secretário-geral chamando Trump de papai, você entende que a organização perdeu toda a sua legitimidade e a sua capacidade de ter efetivamente uma voz autônoma", observou o professor.

Na visão do especialista, o presidente dos Estados Unidos passou a tratar os aliados principais como vassalos, e a questão da Groenlândia seria apenas um exemplo desse movimento. "Esta é a questão da Groenlândia, ou a Dinamarca aceita, ou aceita, e se não aceitar, tarifa eles", explicou, ilustrando a postura impositiva adotada pelos EUA em suas relações internacionais.

O professor também apontou inconsistências no discurso norte-americano, mencionando que "os Estados Unidos deveriam devolver o país aos índios, aos nativos norte-americanos, porque foi uma questão de vários migrantes de outros lugares". Esta observação evidencia, segundo ele, as contradições nas políticas internacionais dos EUA, especialmente quando se trata de questões territoriais e de soberania de outros países.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNNClique aqui para saber mais.