Ex-chefe de saúde de Obama diz que Brasil representa risco aos EUA

Para o gestor de saúde pública Andy Slavitt, Brasil pode ter “pior resultado que os Estados Unidos” diante da pandemia da Covid-19

Profissional da saúde cuida de paciente da Covid-19 em UPA de Rio Branco, no Acre
Profissional da saúde cuida de paciente da Covid-19 em UPA de Rio Branco, no Acre Foto: Odair Leal/Secom AC (22.mai.2020)

Luiza Duarte

Da CNN, em Nova York

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“O Brasil é um exemplo vivo do que aconteceria se relaxássemos novamente os padrões de distanciamento social. Uma nova explosão”, afirmou através das redes sociais o ex-chefe de saúde do governo de Barack Obama, Andy Slavitt. Os Estados Unidos lideram o número de casos de Covid-19 no mundo e estão em reabertura parcial, depois de semanas de isolamento.

 Tuíte de Andy Slavitt
Tuíte do gestor de saúde pública, Andy Slavitt
Foto: Reprodução

O Brasil superou a Rússia e agora está em segundo lugar no mundo em número de casos.

Slavitt é consultor em gestão de saúde pública do Bipartisan Policy Center em Washington e atuou como diretor dos Centros de Serviços Medicare e Medicaid (CMS), nos Estados Unidos. “O que acontece no Brasil significa que estamos em risco aqui. O comércio, as viagens e as mudanças sazonais à medida que chegamos à temporada de gripe não são um bom presságio se não agirmos juntos”, acrescentou no Twitter. Para o democrata, o Brasil “é uma lição de como os EUA seriam se [Donald] Trump tivesse permissão para continuar a ignorar o surto, como ele estava fazendo em meados de março”, reforçou.

Através das redes sociais, ele afirmou que “outra triste semelhança é a indiferença do governo com a população. O Brasil tem a maior desigualdade do mundo. Os ricos voam em helicópteros e têm seguranças. Eles não estão em risco”.

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Segundo Slavitt, a situação no Brasil tem muitos paralelos com os problemas nos EUA. Ele comparou os ingredientes reunidos para o avanço da doença em favelas cariocas com o rápido contágio em lares de idosos, prisões residências públicas americanas. Além disso, ele vê semelhança entre o epicentro nos EUA – Nova York – e o epicentro no Brasil, a igualmente densamente povoada São Paulo.

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