Ex-presidente de Honduras é detido em aeroporto com R$ 96 mil em mala

Detido em aeroporto com US$ 18 mil não declarados, Manuel Zelaya, ex-presidente de Honduras, disse que dinheiro não é seu e foi implantando nos pertences

Por Gustavo Palencia,
O ex-presidente hondurenho Manuel Zelaya
O ex-presidente hondurenho Manuel Zelaya  • Foto: Twitter/ Reprodução
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O ex-presidente de Honduras Manuel Zelaya disse, na sexta-feira (27), que foi detido "injustamente" no aeroporto internacional Toncontin, no país centro-americano, por transportar US$ 18 mil (cerca de R$ 96 mil) em espécie, que ele disse não serem seus.

“Não sei a origem desse dinheiro. Obviamente alguém deve ter colocado nos meus pertences. Já viajei 400 vezes e sei que não podes viajar com tanto dinheiro. É preciso investigar quem colocou esse dinheiro meus pertences", disse Zelaya à mídia local.

Anteriormente, ele escreveu no Twitter que havia sido "detido injustamente".

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“O motivo, uma mala de dinheiro com US$ 18 mil, que não é meu. Agora, na presença do promotor”, escreveu Zelaya. Ele disse que foi parado no controle de imigração no aeroporto de Toncontin após uma revista em sua bagagem de mão.

Um porta-voz do Ministério Público de Honduras disse que Zelaya já foi liberado.

"O que está acontecendo é o que a lei diz: documentar (o que aconteceu) e, uma vez concluída e assinada a papelada pelo ex-presidente Zelaya, na qual ele afirma que o dinheiro não é dele, ele pode ir (embora) facilmente", disse o porta-voz Yuri Mora.

Zelaya, presidente hondurenho de 2006 a 2009 e aliado do falecido líder venezuelano Hugo Chávez, foi deposto pelos militares em um golpe de junho de 2009 enquanto se preparava para realizar um referendo sobre a reeleição presidencial, que seus oponentes disseram ser um estratagema para permanecer no poder.

Ele continua ativo na política como líder do partido esquerdista Partido Libertad y Refundacion e sua esposa concorreu às eleições presidenciais em 2013.

O ex-presidente disse à mídia local que planeja viajar para Houston, Texas, em uma escala antes de voar para seu destino final, o México, onde fará uma conferência no sábado.

As leis que visam controlar o tráfico e a lavagem de dinheiro permitem que no máximo US$ 10 mil sejam retirados do país, que devem ser declarados às autoridades. (Reportagem de Gustavo Palencia; Escrita de Anthony Esposito; Edição de Rosalba O'Brien)

 

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