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    Explosão em Beirute: presidente fala em ‘possibilidade de interferência externa’

    Michel Aoun afirma que todas as possibilidades sobre a tragédia que matou 154 pessoas estão em investigação

    Fumaça na região portuária de Beirute após explosão
    Fumaça na região portuária de Beirute após explosão Foto: Karim Sokhn / Instagram via Reuters

    O presidente do Líbano, Michel Aoun, disse nesta sexta-feira (7) que a investigação sobre a maior explosão na história de Beirute vai analisar se ela foi causada por acidente, uma bomba ou outra interferência externa. Enquanto isso, moradores tentam superar a tragédia.

    A busca pelos desaparecidos foi intensificada e as equipes de resgate buscam possíveis sobreviventes em meio aos escombros. A explosão de terça-feira (4) matou 154 pessoas e deixou 5 mil feridas.

    “A causa ainda não foi estabelecida. Há a possibilidade de interferência externa por meio de um foguete ou bomba ou outra coisa”, afirmou Aoun, em comentários veiculados pela imprensa local e confirmados pelo gabinete oficial.

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    O presidente disse que também considera que a explosão possa ter acontecido em razão de negligência ou de um acidente. Anteriormente, ele informou que uma grande quantidade de material explosivo foi armazenada por anos e em condições não seguras no porto da capital libanesa.

    Nesta semana, os Estados Unidos afirmaram que não descartam a possibilidade de se tratar de um ataque. Israel, que travou várias guerras com o Líbano, negou qualquer participação na ação.

    Revoltada, a população de Beirute protestou na noite de quinta-feira (6) contra as autoridades por estas permitirem que uma grande quantidade de nitrato de amônio fosse armazenada por anos no porto, sem medidas de segurança.

    A polícia de choque foi enviada ao local do protesto depois que alguns manifestantes atearam fogo em objetos e atiraram pedras contra membros da força de segurança.

    De acordo com autoridades, a explosão, cujos impactos foram sentidos a quilômetros de distância do epicentro, podem ter causado um prejuízo de US$ 15 bilhões – uma conta que o país não pode pagar.

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