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    Explosões no Paquistão matam pelo menos 30 na véspera da eleição

    Ataques aconteceram perto de escritórios de candidatos eleitorais na província de Baluchistão

    Homem ferido em explosão em Khanozai é levado a hospital em Quetta
    Homem ferido em explosão em Khanozai é levado a hospital em Quetta 7/2/2024 REUTERS/Stringer

    Charlotte GreenfieldAsif Shahzadda Reuters

    Duas explosões perto de escritórios de candidatos eleitorais na província de Baluchistão, no sudoeste do Paquistão, mataram pelo menos 30 pessoas e feriram dezenas, disseram autoridades locais nesta quarta-feira (7), levantando preocupações sobre a segurança na véspera de uma eleição geral.

    O Paquistão vai às urnas na quinta-feira (8) em meio ao aumento dos ataques de militantes nos últimos meses e à prisão de Imran Khan, o vencedor da última eleição nacional, que tem dominado as manchetes apesar da crise econômica e de outros problemas que ameaçam o país.

    As autoridades disseram que estão reforçando a segurança nas cabines de votação.

    O primeiro ataque, que matou 14 pessoas, ocorreu no escritório de um candidato eleitoral independente no distrito de Pishin.

    A segunda explosão em Qilla Saifullah, uma cidade próxima à fronteira afegã, foi detonada perto de um escritório do Jamiat Ulema Islam (JUI), um partido religioso que já foi alvo de ataques militantes, de acordo com o ministro da informação da província.

    O vice-comissário de Qila Saifullah, Yasir Bazai, disse que 12 pessoas morreram na explosão, que partiu de uma moto estacionada perto do escritório, e 25 ficaram feridas.

    Não ficou imediatamente claro quem estava por trás dos ataques. Vários grupos, incluindo o Taliban paquistanês (TTP) e grupos separatistas do Baluchistão, se opõem ao Estado paquistanês e realizaram ataques nos últimos meses.

    Separadamente, um porta-voz do TTP reivindicou um ataque na segunda-feira (5) que matou 10 pessoas em uma delegacia de polícia no noroeste do Paquistão. Embora o TTP tenha afirmado que seu alvo é a polícia e os oficiais de segurança, e não os candidatos eleitorais, o ataque levantou preocupações sobre a segurança nas regiões fronteiriças do Paquistão, no momento em que o país vai às urnas.

    O hospital de Khanzai, próximo ao local da explosão em Pishin, na quarta-feira, calculou o número de mortos em 14 e disse que mais de duas dúzias de pessoas ficaram feridas. O vice-comissário do distrito de Pishin, Jumma Dad Khan, disse que a explosão havia ferido muitas pessoas.

    Os ataques ocorreram no momento em que os partidos políticos encerravam suas campanhas no período de silêncio exigido pelas regras eleitorais no dia anterior à eleição.