FBI visita Cuba para investigar tiroteio com barco que deixou mortos

Autoridades cubanas afirmam que embarcação com 10 pessoas navegou da Flórida para a ilha no final de fevereiro para realizar "uma tentativa de derrubar o governo"

Patrick Oppmann, da CNN
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Uma equipe técnica do FBI, a agência federal de investigações dos Estados Unidos, está em Cuba para investigar um tiroteio ocorrido em fevereiro entre soldados cubanos e a tripulação de um barco que saiu da Flórida, segundo informações obtidas pela CNN com duas fontes.

A rara visita de agentes dos EUA à ilha ocorre em meio a algumas das maiores tensões dos últimos anos entre os dois países e após o governo de Donald Trump ter afirmado que as autoridades cubanas precisam alterar radicalmente seu sistema de governo.

De acordo com autoridades cubanas, um barco com 10 pessoas a bordo navegou da Flórida para a ilha no final de fevereiro para realizar "uma tentativa de derrubar o governo".

Ao chegar, os ocupantes do barco entraram em confronto com guardas de fronteira cubanos, resultando na morte de quatro deles e no ferimento de um soldado. Um quinto ocupante do barco morreu posteriormente em decorrência dos ferimentos.

Autoridades cubanas afirmaram ter encontrado um arsenal de fuzis de assalto, munição, coletes à prova de balas e coquetéis Molotov no barco.

Autoridades americanas disseram em fevereiro que pelo menos uma das vítimas fatais e um dos sobreviventes eram cidadãos americanos. Os cinco sobreviventes enfrentam acusações de terrorismo na ilha.

Embora as autoridades cubanas tenham inicialmente identificado todos os homens como cidadãos cubanos, o governo da ilha normalmente não reconhece a dupla nacionalidade e trata qualquer pessoa nascida em Cuba como cidadã cubana.

Em março, o presidente cubano Miguel Díaz-Canel afirmou que agentes do FBI teriam permissão para conduzir uma investigação na ilha em cooperação com as autoridades cubanas.

Um funcionário americano disse à CNN que os investigadores americanos não estão tomando decisões com base em informações fornecidas por Cuba, mas que verificarão de forma independente o que aconteceu durante o caso.

A fonte afirmou que, ao tomar decisões sobre o caso, os Estados Unidos buscarão proteger os interesses americanos e os cidadãos americanos envolvidos no incidente.

A CNN entrou em contato com o FBI para obter um posicionamento.

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