Forças dos EUA vão apoiar missão para guiar navios pelo Estreito de Ormuz

Operação deve incluir destróieres com mísseis guiados, mais de 100 aeronaves e 15 mil militares, informou Comando Central dos EUA

Isabelle D’Antonio e Natasha Bertrand, da CNN
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O CENTCOM (Comando Central dos Estados Unidos) vai apoiar o “Projeto Liberdade” do presidente Donald Trump para ajudar a liberar navios presos no Estreito de Ormuz, anunciou o Exército.

A operação, com início na segunda-feira, “apoiará embarcações comerciais que buscam transitar livremente por esse corredor essencial do comércio internacional”, disse o CENTCOM em comunicado divulgado na noite de domingo.

“Nosso apoio a essa missão defensiva é essencial para a segurança regional e a economia global, ao mesmo tempo em que mantemos o bloqueio naval”, afirmou o almirante Brad Cooper, comandante do CENTCOM.

O apoio militar dos EUA à operação incluirá destróieres com mísseis guiados, mais de 100 aeronaves baseadas em terra e no mar, e 15 mil militares, informou o comunicado.

Uma autoridade dos EUA disse à CNN que o “Projeto Liberdade” não é uma missão de escolta.

O comunicado do CENTCOM afirmou ainda que uma iniciativa anunciada na semana passada pelo Departamento de Estado, o Maritime Freedom Construct, “será fundamental durante o Projeto Liberdade”. A iniciativa visa facilitar o compartilhamento de informações para apoiar a segurança no estreito estratégico e combina “ação diplomática com coordenação militar”.

Donald Trump anunciou que os Estados Unidos vão começar a guiar navios pelo Estreito de Ormuz na segunda-feira, em iniciativa que classificou como “gesto humanitário por parte dos Estados Unidos, dos países do Oriente Médio, mas, em particular, do Irã”.

O presidente americano afirmou que essas embarcações são de regiões que “não estão de forma alguma envolvidas” no conflito no Oriente Médio.

“Países de todo o mundo, quase todos não envolvidos na disputa no Oriente Médio”, pediram aos EUA que liberassem navios “presos” no importante estreito. “Eles são meramente observadores neutros e inocentes!”, escreveu na Truth Social.

“Para o bem do Irã, do Oriente Médio e dos Estados Unidos, dissemos a esses países que iremos guiar seus navios com segurança para fora dessas vias navegáveis restritas, para que possam seguir livremente com seus negócios", acrescentou.