Furacão Melissa pode causar inundações catastróficas na Jamaica, diz centro

Fenômeno já deixou sete pessoas mortas no Caribe antes mesmo de chegar ao continente

Christian Edwards, da CNN
Compartilhar matéria

O NHC (Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos) fez um alerta sobre deslizamentos de terra, “inundações repentinas catastróficas” e ventos que “podem causar falha estrutural total” com a chegada do Furacão Melissa na Jamaica, nesta terça-feira (28).

Antes mesmo de atingir o solo, o Melissa já deixou sete pessoas mortas, três no Haiti, três na Jamaica, e uma pessoa na República Dominicana.

O fenômeno se intensificou o extremamente rápido, chegando na rara categoria 5 com ventos de até 280 km/h e se tornando a tempestade mais forte do planeta neste ano.

O ministro das Mudanças Climáticas da Jamaica, Matthew Samuda, alertou nesta terça-feira (28) que o risco de inundações na ilha é “extremo”, mas enfatizou que o governo aprendeu com furacões anteriores e tomou medidas drásticas para mitigar os danos.

“Não vamos romantizar isso. (Estamos enfrentando) ventos constantes de 280 km/h, uma maré de tempestade de cinco metros e 75 a 100 cm de chuva em algumas partes do país”, disse Samuda, ministro da Água, Meio Ambiente e Mudanças Climáticas, à Audie Cornish, da CNN.

“O risco de inundações é extremo”,
disse ele, observando que 70% da população da Jamaica vive a menos de cinco quilômetros do mar, principalmente em áreas baixas.

Embora os riscos para a infraestrutura hídrica, a rede elétrica e as telecomunicações da Jamaica também sejam extremos, o ministrou afirmou que o governo aumentou a prontidão da ilha para furacões após os danos causados ​​pelo Beryl em julho de 2024.

“Fizemos muitos preparativos e trabalhamos arduamente para reforçar nossa infraestrutura ao longo do último ano — especialmente no sudoeste da ilha, onde se espera que o olho do furacão toque o solo”, acrescentou ele.

Essas medidas incluem a instalação de infraestrutura no local para reduzir o impacto do vento e a instalação de geradores de reserva para lidar com cortes de energia.

O governo também abriu mais de 800 abrigos em prédios como escolas e centros comunitários, construídos para suportar o clima previsto para as próximas horas e dias.

Os jamaicanos foram aconselhados a levar alimentos suficientes para dois ou três dias se viajarem para esses abrigos, explicou o ministro.