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    Google desativa temporariamente dados de tráfego ao vivo do Maps na Ucrânia

    Empresa disse que tomou medidas para a segurança das comunidades locais no país

    Alphabet, controladora do Google, suspendeu dados ao vivo em serviço de geolocalização na Ucrânia
    Alphabet, controladora do Google, suspendeu dados ao vivo em serviço de geolocalização na Ucrânia Annegret Hilse/Reuters

    Elizabeth Cullifordda Reuters

    O Google, da Alphabet, confirmou neste domingo (27) que desativou temporariamente na Ucrânia algumas ferramentas do Google Maps que fornecem informações ao vivo sobre as condições do trânsito e a movimentação de diferentes lugares.

    A empresa disse que tomou medidas para a segurança das comunidades locais no país, após consultar fontes, incluindo autoridades regionais. A Ucrânia está enfrentando ataques de forças invasoras russas.

    Ainda neste domingo, o comissário de Mercado Interno da União Europeia (UE), Thierry Breton, fez uma videochamada com o presidente-executivo da Alphabet (controladora do Google), Sundar Pichai, e a CEO do YouTube, Susan Wojcicki para pedir que eles façam mais para acabar com a desinformação após a invasão da Ucrânia pela Rússia, disse um funcionário da Comissão Europeia.

    Putin restringe Twitter e Facebook

    As maiores empresas de redes sociais americanas, como Facebook, Youtube e Twitter, escalam o embate com o governo de Vladimir Putin pela internet.

    Twitter — plataforma pela qual o presidente urcraniano, Volodymyr Zelensky, tem se comunicado domesticamente e com a comunidade internacional — afirmou que seu serviço estava sendo restrito para algumas pessoas na Rússia. A empresa disse ainda estar trabalhando para manter a plataforma segura e acessível.

    Na sexta-feira, um dia depois que a Rússia invadiu a Ucrânia, Moscou disse que estava limitando parcialmente o acesso ao Facebook, da Meta Platforms Inc, acusando a empresa de “censurar” a mídia russa.

    A plataforma reagiu. O chefe de Política de Segurança do Facebook, Nathaniel Gleicher, anunciou ontem (26) que proibiu a mídia estatal russa de veicular anúncios e monetizar na plataforma.

    “Essas mudanças já começaram a ser implementadas e continuarão no fim de semana. Estamos monitorando de perto a situação na Ucrânia e continuaremos compartilhando as medidas que estamos tomando para proteger as pessoas em nossa plataforma”, afirmou o executivo.

    YouTube, do Google, também bloqueou a mídia estatal russa RT e suspendeu sua capacidade de monetizar seu conteúdo na plataforma globalmente, anunciou gigante do vídeo neste sábado (26).

    A medida para restringir o RT e vários outros canais russos ocorre depois que o governo ucraniano pediu ao YouTube que cortasse o acesso de dentro do país, disse o YouTube à CNN.

    Em um comunicado, o porta-voz do YouTube, Ivy Choi, citou “circunstâncias extraordinárias na Ucrânia” para os passos da empresa.

    Entenda o conflito

    Após meses de escalada militar e intemperança na fronteira com a Ucrânia, a Rússia atacou o país do Leste Europeu. No amanhecer desta quinta-feira (24), as forças russas começaram a bombardear diversas regiões do país – acompanhe a repercussão ao vivo na CNN.

    Horas mais cedo, o presidente russo, Vladimir Putin, autorizou uma “operação militar especial” na região de Donbas (ao Leste da Ucrânia, onde estão as regiões separatistas de Luhansk e Donetsk, as quais ele reconheceu independência).

    O que se viu nas horas a seguir, porém, foi um ataque a quase todo o território ucraniano, com explosões em várias cidades, incluindo a capital Kiev.

    De acordo com autoridades ucranianas, dezenas de mortes foram confirmadas nos exércitos dos dois países.

    Em seu pronunciamento antes do ataque, Putin justificou a ação ao afirmar que a Rússia não poderia “tolerar ameaças da Ucrânia”. Putin recomendou aos soldados ucranianos que “larguem suas armas e voltem para casa”. O líder russo afirmou ainda que não aceitará nenhum tipo de interferência estrangeira.

    Esse ataque ao ex-vizinho soviético ameaça desestabilizar a Europa e envolver os Estados Unidos.