Governador do Texas proíbe exigência de vacinação contra a Covid-19

"Nenhuma entidade no Texas", incluindo entes privados, poderia obrigar a prova de vacinação por qualquer indivíduo, ordenou republicano Greg Abbott

Dan Whitcombda Reuters

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O governador republicano do Texas, Greg Abbott, proibiu na segunda-feira (11) que qualquer entidade, incluindo entes privados, exija vacinas contra a Covid-19 no estado – uma resposta ao que ele chamou de “intimidação” feita pelo governo de Joe Biden.

A ação de Abbott antecipa um confronto com Biden, um democrata que, no mês passado, convocou empresas de todo o país a ordenarem que seus trabalhadores sejam vacinados ou perderão seus empregos. Desde então, milhares de pessoas foram demitidas por se recusarem a obedecer.

“Em outro caso de exagero federal, a administração Biden está agora intimidando muitas entidades privadas para que imponham mandatos de vacinas contra Covid-19, causando interrupções na força de trabalho que ameaçam a recuperação contínua do Texas na pandemia”, disse Abbott em uma ordem executiva.

A Casa Branca não fez comentários até o momento.

A ordem da Abbott declara que “nenhuma entidade no Texas” poderia obrigar a prova de vacinação por qualquer indivíduo, incluindo funcionários ou clientes. Ele pediu aos legisladores estaduais que abordassem o assunto em uma próxima sessão especial.

Os gigantes da tecnologia Facebook Inc. e o Google, da Alphabet Inc, disseram aos funcionários que eles precisariam de um comprovante de vacinação para retornar aos seus escritórios. Ambas as empresas empregam um grande número de funcionários no Texas.

A American Airlines, sediada em Fort Worth, a maior transportadora dos EUA, disse na semana passada a seus 100.000 funcionários sediados nos EUA que eles deveriam apresentar prova de vacinação completa até 24 de novembro – ou seriam demitidos.

A United Airlines impôs um mandato de vacina a seus 60.000 funcionários, dos quais cerca de 9.000 estão baseados no Texas.

A empresa está defendendo uma ação movida em Fort Worth, e um juiz federal ouvirá na quarta-feira um pedido de funcionários da United para uma liminar para impedir a transportadora de demitir aqueles que solicitaram isenções.

Biden emitiu seu mandato em setembro, enquanto seu governo lutava para controlar a pandemia, que matou mais de 700.000 americanos.

Os líderes políticos dos Estados Unidos aumentaram a pressão sobre os não vacinados nas últimas semanas.

As leis que exigem prova de vacinação são profundamente controversas nos Estados Unidos, com muitos americanos criticando-as como inconstitucionais e autoritárias.

Os defensores dos mandatos das vacinas os consideram necessários para tirar o país da pandemia de quase dois anos e retornar à normalidade.

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