Governo Trump avalia realizar ataques no Mali, diz jornal

Fontes afirmaram ao Washington Post que ação dos Estados Unidos teria como alvo grupo afiliado à Al Qaeda

Da CNN Brasil
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O governo de Donald Trump avalia realizar uma operação militar no Mali, país da África Ocidental, de acordo com fontes do jornal Washington Post.

O ataque teria como alvo o JNIM (Jama’at Nusrat al-Islam wal-Muslimin), um grupo afiliado à Al Qaeda que também é considerado terrorista pelos Estados Unidos.

O JNIM estabeleceu uma base de operações no Mali e tem realizado ataques cada vez mais frequentes em nações costeiras da África Ocidental, tornando-se o grupo mais bem armado da região e um dos mais poderosos do mundo, segundo o Post.

O Mali tem sofrido com instabilidade e violência nos últimos anos. Em setembro de 2024, o JNIM atacou uma escola de treinamento militar perto do aeroporto de Bamako, matando cerca de 70 pessoas.

Em 2025, anunciou um bloqueio às importações de combustível e atacou comboios de caminhões-tanque em todo o país, praticamente paralisando a capital em alguns momentos e demonstrando capacidade de realizar operações em regiões onde não fazia anteriormente.

Além disso, o grupo afiliado à Al Qaeda fez incursões na capital Bamako, tomou uma cidade estratégica no norte e matou o ministro da Defesa do país em um atentado suicida, de acordo com o Washington Post.

Divergências sobre a operação

De toda forma, o jornal americano ressaltou que há divergências entre autoridades de alto escalão dos Estados Unidos sobre fazer o ataque contra o JNIM.

Isso porque qualquer envolvimento militar direto traz o risco de hostilidades com forças russas na região.

O Mali é comandado atualmente por uma junta militar que, para combater a violência, contratou mercenários russos — inicialmente do Grupo Wagner e, agora, do Africa Corps, que tem vínculos mais estreitos com o Ministério da Defesa da Rússia, ainda segundo o Post.

Ao jornal, uma autoridade da Casa Branca afirmou apenas que os EUA têm incentivado governos do Norte e da África Ocidental a "adquirir equipamentos e serviços dos EUA para apoiar seus esforços de guerra contra os terroristas", destacando que o problema do terrorismo na região é "multinacional".