Governo Trump não tem uma autoridade focada em ajuda humanitária para Gaza
Segundo fontes, autoridades israelenses consideram a ausência de um enviado como um sinal de que os EUA não se importam em enviar apoio ao território

O governo de Donald Trump não tem um indivíduo de alto escalão nomeado para a crise humanitária em Gaza, mesmo com a situação causada pela guerra se tornando cada vez mais crítica.
Anteriormente, o governo Biden criou o cargo de Enviado Especial para Questões Humanitárias no Oriente Médio para trabalhar em questões de acesso humanitário a Gaza.
Os funcionários que atuavam nessa função estavam em contato direto com as autoridadesem Israel, incluindo o gabinete do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, o Ministério da Defesa israelense, as agências de inteligência de Israel, enquanto procuravam maneiras de levar mais apoio humanitário ao povo de Gaza.
Sem tal autoridade nomeada pelo governo Trump, há preocupações entre ex-funcionários e grupos de ajuda sobre a extensão dos esforços do governo para levar mais apoio humanitário a Gaza.
Autoridades israelenses também disseram reservadamente a ex-funcionários dos EUA que a ausência de um enviado sinalizou a eles que os EUA não se importam mais em enviar apoio humanitário para Gaza, disseram fontes.
Entenda o conflito na Faixa de Gaza
Israel realiza intensos ataques na Faixa de Gaza desde outubro de 2023, após o Hamas ter lançado um ataque terrorista contra o país.
Entre 7 de outubro de 2023 e 13 de julho de 2025, o Ministério da Saúde de Gaza informou que pelo menos 58 mil palestinos foram mortos e mais de 138 mil ficaram feridos. Isso inclui mais de 7.200 mortos desde o fim do cessar-fogo em 18 de março deste ano.
O Ministério não distingue entre civis e combatentes do Hamas em sua contagem, mas afirma que mais da metade dos mortos são mulheres e crianças. Israel afirma que pelo menos 20 mil são combatentes.
A ONU (Organização das Nações Unidas) informou em 11 de julho deste ano que 798 pessoas foram mortas tentando obter alimentos desde o final de maio, quando a GHF (Fundação Humanitária de Gaza), sediada nos EUA, começou a distribuir alimentos. Dessas mortes, 615 foram registradas perto de locais da GHF e 183 nas rotas de comboios de ajuda humanitária, principalmente da ONU.
O Escritório Central de Estatísticas da Palestina disse em 10 de julho que a população de Gaza havia caído de 2.226.544 em 2023 para 2.129.724.
Estima-se que cerca de 100 mil palestinos tenham deixado Gaza desde o início da guerra. Entre 7 de outubro de 2023 e 13 de julho de 2025, segundo fontes oficiais israelenses, quase 1.650 israelenses e estrangeiros foram mortos em decorrência do conflito.


