Governo Trump troca porta-aviões da guerra em meio à crise com marinheiros
Veículos especializados reportaram relatos de integrantes da tripulação pularam no mar por não aguentarem ficar tantos meses embarcados

O Pentágono decidiu mudar o grupo de ataque do porta-aviões USS Abraham Lincoln, que atua na guerra do Oriente Médio, informou uma autoridade dos EUA à CNN.
Essa mesma fonte contou que o porta-aviões USS George Washington, que concluiu uma visita ao porto do Vietnã em 5 de agosto, está atualmente indo para a região.
A autoridade afirmou que a substituição já estava planejada. Não ficou imediatamente claro quando o Washington chegaria ao local.
O Lincoln tem sido alvo de preocupações crescentes quanto ao bem-estar de sua tripulação, com legisladores democratas exigindo respostas do Pentágono.
A CNN noticiou pela primeira vez nesta quinta-feira (13) que um marinheiro havia caído no mar no mês passado, mas foi rapidamente resgatado e passou por avaliação médica.
As circunstâncias da queda não ficaram imediatamente claras, assim como não se sabe se o marinheiro retornou ao serviço ou foi evacuado da embarcação.
Os veículos de imprensa Stars and Stripes e Navy Times relataram nesta semana que houve múltiplas tentativas de membros da tripulação de pular no mar, citando entrevistas com marinheiros e familiares de pessoas a bordo que descreveram os impactos da longa missão da embarcação.
Desde que deixou sua base em San Diego, em novembro passado, o porta-aviões Lincoln já cumpriu mais de 250 dias de missão, após ter sido redirecionado para o Oriente Médio para apoiar operações dos EUA — um desdobramento que agora entra em seu sexto mês.
Pentágono nega condições precárias
O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, afirmou nesta quinta-feira (13) que os relatos sobre as condições precárias a bordo do porta-aviões USS Abraham Lincoln foram "totalmente distorcidos".
"Garantimos que cada navio, cada tripulação e cada capitão tenham tudo o que podemos oferecer a qualquer momento. Algumas missões são mais longas do que outras, e tenho o maior respeito e gratidão por esses marinheiros. O que eles fazem em alto-mar, nessas condições adversas e com menos escalas em portos, é incrível", disse ele a jornalistas durante uma visita ao Panamá.


