Suposto ataque iraniano sem Trump poderia ter matado 100 pessoas em avião

Segundo o Washington Post, Trump deixou o Air Force One às escondidas enquanto mais de 100 pessoas permaneciam na aeronave sem saber do risco; o analista de Internacional da CNN Lourival Sant'Anna comenta o tema

Da CNN Brasil
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O presidente americano, Donald Trum, teria deixado a Turquia em um voo militar secreto no dia 8 de julho, enquanto a Casa Branca afirmava que ele viajava a bordo do Air Force One. A informação foi publicada pelo jornal Washington Post e posteriormente confirmada pela CNN, gerando ampla repercussão internacional. O analista de Internacional da CNN Lourival Sant'Anna comenta o tema ao CNN Prime Time.

De acordo com a reportagem, a operação foi motivada por uma ameaça de assassinato atribuída ao Irã. Segundo Lourival, um suposto ataque iraniano poderia ter matado pelo menos 100 pessoas a bordo da aeronave — jornalistas, assessores e tripulantes que não foram informados de que Trump havia deixado o avião.

A operação de fuga

Trump embarcou no Air Force One tradicional — o VC-25A, uma versão profundamente modificada do Boeing 747-200B — por volta das 20h do dia 8 de julho, em Ankara, onde havia ocorrido a cúpula da OTAN. O destino declarado era a base aérea de Mildenhall, no Reino Unido.

Segundo Sant'Anna, o contexto era especialmente delicado: na véspera da cúpula, Trump havia ordenado novos ataques contra o Irã, rompendo uma trégua e reiniciando o conflito na região.

Para não admitir publicamente a existência de uma ameaça de segurança, Trump justificou a escolha pelo avião tradicional dizendo que queria "matar a saudade" da aeronave e enviar o novo Boeing 747-8 — doado pelo Catar — para que a equipe da base de Mildenhall pudesse conhecê-lo.

Em seguida, segundo o Washington Post, Trump saiu do Air Force One por uma porta lateral utilizando um caminhão de catering — veículo equipado com elevador utilizado normalmente para o transporte de alimentos — e foi transferido para um C-32A, versão militar do Boeing 757, que partiu sigilosamente.

Enquanto Trump viajava em segredo no avião reserva, mais de 100 pessoas permaneciam no Air Force One com as cortinas das janelas fechadas, sem saber que o presidente havia deixado a aeronave.

"Se os iranianos fossem atacar, acreditando que o Trump estava ali, teriam matado 100 pessoas que não sabiam que estavam servindo de isca", afirmou Sant'Anna.

Ao chegar a Mildenhall, Trump desembarcou do Air Force One, após ter embarcado novamente na aeronave em algum momento da viagem.

Repercussão e questionamentos

A correspondente da CNN em Nova York, Priscila Yazbeck, relatou que o governo americano ainda não se pronunciou oficialmente sobre o caso. Marco Rubio foi questionado por jornalistas sobre o episódio e evitou responder.

Segundo Yazbek, a grande questão levantada é o risco ao qual jornalistas e membros da equipe da Casa Branca foram expostos sem qualquer aviso prévio. Em outras operações semelhantes realizadas anteriormente, os jornalistas eram informados posteriormente ou havia algum tipo de embargo sobre a informação.

Outro ponto de controvérsia envolve uma declaração atribuída a Trump no dia do voo. Quando questionado sobre o fechamento das persianas, ele teria dito que é "o número um da lista" dos iranianos, acrescentando que, se morresse, os jornalistas iriam junto.

A fala foi apontada como cínica por analistas e pela imprensa americana. Há ainda pressão por investigação no Congresso, já que o chamado "grupo dos oito" — que deve ser notificado sobre ameaças graves à segurança nacional — não foi avisado sobre o ocorrido.

Jornalistas do New York Times que reportaram falhas de segurança no novo Air Force One doado pelo Catar, incluindo a ausência de sistema antimísseis, foram intimados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNNClique aqui para saber mais.