Grécia amplia lockdown e decreta mais restrições para conter aumento da Covid-19

"Estamos na fase mais difícil", disse o ministro da Saúde

Reuters
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A Grécia ampliou o lockdown e apertou as restrições em Atenas e outras regiões afetadas para conter um aumento de novas infecções por Covid-19, informaram autoridades nesta quarta-feira (3). 

Com 6.597 mortes, a Grécia se saiu melhor do que outros países europeus desde o primeiro caso confirmado há um ano. Mas apesar do lockdown em Atenas já durar duas semanas, o número de infecções não mostrou nenhum sinal de recuo. 

Foram relatadas 2.702 novas infecções nesta quarta, o maior aumento diário registrado neste ano, ante 2.353 do dia anterior. Houve 40 mortes. 

"O sistema de saúde está sob uma pressão insuportável", disse o ministro da Saúde, Vassilis Kikilias. 

As restrições na região metropolitana de Atenas, onde as UTIs estão sob risco de colapso, foram estendidas por uma semana, até 16 de março, disse o ministro interino de Proteção Civi, Nikos Hardalias. 

Para evitar aglomerações, o governo, que conta com a temporada de turismo no verão para trazer recursos desesperadamente necessários, impôs mais restrições de movimento, incluindo em exercícios físicos fora de casa, e restringiu a compra em supermercados a um raio de 2km da residência dos cidadãos.

Kikilias pediu que o público "se cuide, respeite as restrições e não relaxe". "Estamos na fase mais difícil", disse. 

O comércio não-essencial e as escolas de Atenas estão fechadas, e a maior parte dos trabalhadores é incentivada a trabalhar remotamente. 

O ministro das Finanças Christos Staikouras estimou que o custo mensal das restrições rígidas para conter a Covid-19 seja de cerca de 3 bilhões de euros (equivalente a R$ 20,8 bi).

Aproximadamente 1 milhão de gregos, dentre uma população de 10 milhões, foram vacinados até o momento. Outros 750 mil estão previstos para entrar na contagem até o fim do mês, estimam as autoridades de saúde.