Prime Time

seg - sex

Apresentação

Ao vivo

A seguir

    Grupo de direitos civis dos EUA pede que Biden pare de fornecer armas a Israel

    Caso acende alerta para desempenho do presidente americano entre eleitorado negro nas eleições

    Presidente dos EUA, Joe Biden, durante entrevista coletiva sobre seua reunião com o presidente da China, Xi Jinping, em Woodside, na Califórnia
    Presidente dos EUA, Joe Biden, durante entrevista coletiva sobre seua reunião com o presidente da China, Xi Jinping, em Woodside, na Califórnia 15/11/2023 REUTERS/Kevin Lamarque

    Jarrett RenshawKat Staffordda Reuters

    O grupo norte-americano de defesa dos direitos civis NAACP pediu ao presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, nesta quinta-feira (6) que suspenda “indefinidamente” todas as entregas de armas a Israel.

    Eles também solicitaram que Israel seja pressionado a encerrar sua guerra na Faixa de Gaza.

    A ação serve como lembrete de que o apoio do governo Biden a Israel podem prejudicá-lo na eleição de novembro.

    O apelo da NAACP foi um raro exemplo da influente organização de direitos civis assumindo uma posição sobre a política externa dos EUA em relação a um país sem uma população negra significativa.

    Parece provável que a situação aumente os desafios do presidente democrata em um ano de eleições, conforme ele tenta apoiar um aliado importante no exterior e acalmar a inquietação entre seus partidários no país.

    Ainda assim, o grupo de direitos civis, com 115 anos de existência, afirmou que Israel tem o direito de se defender após os ataques do Hamas em 7 de outubro.

    A NAACP pediu que o Hamas liberte os reféns e “pare com todas as atividades terroristas”.

    Também requisitou que Israel “se comprometa com uma estratégia ofensiva que esteja alinhada com as leis internacionais e humanitárias”. O país do Oriente Médio enfrenta acusações na Corte Internacional de Justiça (CIJ) de que violou a convenção sobre genocídio, o que o governo israelense nega.

    O grupo norte-americano, que defende a justiça racial e os direitos dos negros, disse que os EUA devem usar sua influência junto a Israel para conseguir um cessar-fogo permanente em Gaza.

    De acordo com as autoridades de saúde do território administrado pelo Hamas, a campanha militar de Israel matou mais de 36 mil palestinos, causou fome generalizada e deslocou a maior parte da população.

    “A NAACP pede ao presidente Biden que estabeleça a linha vermelha e encerre indefinidamente o envio de todas as armas e artilharia para o Estado de Israel e outros Estados que fornecem armas para o Hamas e outras organizações terroristas”, destacou a organização em uma declaração fornecida primeiramente à Reuters.

    “É imperativo que a violência que ceifou tantas vidas de civis pare imediatamente”, adicionou.

    A posição da NAACP é o mais recente sinal de alerta de que Biden pode ter desempenho impactado entre os eleitores negros na eleição presidencial de 5 de novembro por seu firme apoio a Israel.

    Importância do eleitorado negro para Biden

    Os eleitores negros há muito tempo são um eleitorado democrata leal e desempenharam um papel significativo na vitória de Biden em 2020, quando ele derrotou o republicano Donald Trump, que ele enfrentará novamente este ano.

    Mas as pesquisas mostram uma falta de entusiasmo por Biden entre os eleitores negros.

    Em uma entrevista à Reuters, o presidente da NAACP, Derrick Johnson, observou que os EUA precisam mostrar liderança moral e parar de enviar armas a Israel por causa das mortes de civis.

    Israel diz que toma cuidado para evitar mortes de civis e culpa o Hamas por, segundo o governo israelense, esconder seus combatentes e centros de comando entre a população de Gaza.

    Johnson afirmou que a decisão da NAACP de se manifestar foi motivada, em parte, por jovens negros norte-americanos horrorizados com as imagens de civis palestinos mortos.

    “Isso está levantando muitas questões sobre por que nossos dólares de impostos estão sendo usados para prejudicar civis”, ponderou Johnson.