Hamas avalia proposta de cessar-fogo com grupos palestinos em Gaza

Negociação inclui a libertação de 10 reféns israelenses vivos e a devolução de corpos em troca de prisioneiros palestinos

Reuters*
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O Hamas afirmou nesta sexta-feira (4), no horário local, que está discutindo a proposta de cessar-fogo em Gaza apoiada pelos Estados Unidos com outros grupos palestinos e que enviará sua resposta assim que as negociações forem concluídas.

Uma fonte próxima afirmou que o grupo busca garantias que a negociação leve ao fim do conflito.

Os esforços para uma trégua em Gaza ganharam força depois que presidente americano Donald Trump afirmou que Israel concordou com as condições para um cessar-fogo em Gaza por 60 dias.

Em entrevista coletiva, Trump afirmou que autoridades americanas e israelenses tiveram uma "longa e produtiva" conversa sobre as condições para a pausa no conflito.

Ele também pressionou o Hamas a aceitar as condições previstas, alertando que, caso contrário, "as coisas só vão piorar".

"Espero, para o bem do Oriente Médio, que o Hamas aceite este acordo, porque a situação não vai melhorar — só vai piorar", escreveu Trump na Truth Social.

Detalhes da proposta de cessar-fogo

A negociação inclui a libertação escalonada de 10 reféns israelenses vivos e a devolução dos corpos de outros 18 em troca de prisioneiros palestinos mantidos em prisões israelenses.

Segundo uma fonte familiarizada com as discussões, dos 50 reféns restantes em Gaza, acredita-se que 20 ainda estejam vivos.

Além disso, a ajuda humanitária deveria chegaria a Gaza, e o exército israelense realizaria uma retirada gradual em algumas regiões, de acordo com a proposta.

Por fim, as partes deveriam começar as negociações para um cessar-fogo permanente. 

"Esperamos que seja um acordo fechado, mas acho que tudo dependerá do que o Hamas estiver disposto a aceitar", disse o embaixador dos EUA em Israel, Mike Huckabee, ao Canal 12 de Israel.

"Uma coisa é clara: o presidente quer que isso acabe. O primeiro-ministro quer que isso acabe. O povo americano, o povo israelense, querem que isso acabe."