Hamas diz que invasão israelense na Cidade de Gaza é "bárbara"

Grupo armado acrescentou que considera o governo dos EUA um parceiro fundamental no genocídio e na limpeza ética do território

Kareem Khadder e Nadeen Ebrahim, da CNN
Tanques de Israel perto da fronteira com Gaza 31/8/2025 REUTERS/Amir Cohen  • 31/8/2025 REUTERS/Amir Cohen
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O Hamas afirmou nesta terça-feira (16) que a operação israelense na Cidade de Gaza é uma "escalada sionista bárbara e sem precedentes".

O grupo militante acrescentou em um comunicado que os EUA têm "total responsabilidade" pelas consequências da invasão.

“Esses crimes, que violam todas as normas e leis internacionais, estão sendo perpetrados sob a cobertura política e militar flagrante do governo dos EUA”, afirma o comunicado. “Consideramos o governo americano um parceiro fundamental no genocídio e na limpeza étnica que estão ocorrendo em Gaza.”

O grupo apelou à comunidade internacional, especialmente aos países árabes e islâmicos, para que obriguem Israel a encerrar a guerra.

Entenda a guerra na Faixa de Gaza

A guerra na Faixa de Gaza começou em 7 outubro de 2023, depois que o Hamas lançou um ataque terrorista contra Israel.

Combatentes do grupo radical palestino mataram 1.200 pessoas e sequestraram 251 reféns naquele dia.

Então, tropas israelenses deram início a uma grande ofensiva com bombardeios e por terra para tentar recuperar os reféns e acabar com o comando do Hamas.

Os combates resultaram na devastação do território palestino e no deslocamento de cerca de 1,9 milhão de pessoas, o equivalente a mais de 80% da população total da Faixa de Gaza, segundo a UNRWA (Agência das Nações Unidas para os Refugiados Palestinos).

Desde o início da guerra, pelo menos 63 mil palestinos foram mortos, segundo o Ministério da Saúde de Gaza. O ministério, controlado pelo Hamas, não distingue entre civis e combatentes do grupo na contagem, mas afirma que mais da metade dos mortos são mulheres e crianças. Israel afirma que pelo menos 20 mil são combatentes do grupo radical.

Parte dos reféns foi recuperada por meio de dois acordos de cessar-fogo, enquanto uma minoria foi recuperada por meio das ações militares.

Autoridades acreditam que cerca de 50 reféns ainda estejam em Gaza, sendo que cerca de 20 deles estariam vivos.

Enquanto a guerra avança, a situação humanitária se agrava a cada dia no território palestino. De acordo com a ONU, passa de mil o número de pessoas que foram mortas tentando conseguir alimentos, desde o mês de maio, quando Israel mudou o sistema de distribuição de suprimentos na Faixa de Gaza.

Com a fome generalizada pela falta da entrada de assistência na Faixa de Gaza, os relatos de pessoas morrendo por inanição são diários.

Israel afirma que a guerra pode parar assim que o Hamas se render, e o grupo radical demanda melhora na situação em Gaza para que o diálogo seja retomado.

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