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    Hamas diz que negociações por cessar-fogo em Gaza voltaram à estaca zero

    Israel não concordou com proposta que grupo armado aceitou; apreensão por operação em Rafah aumenta

    Rafah deveria estar numa zona segura no início da guerra, mas desde então tem sido alvo de ataques israelenses
    Rafah deveria estar numa zona segura no início da guerra, mas desde então tem sido alvo de ataques israelenses Scott McWhinnie/CNN

    Nidal al-Mughrabida Reuters

    O Hamas disse nesta sexta-feira (10) que as negociações por um acordo de cessar-fogo na Faixa de Gaza voltaram à estaca zero, após Israel efetivamente rejeitar uma proposta dos mediadores internacionais.

    O grupo armado afirmou em comunicado que realizará consultas com facções palestinas para revisar sua estratégia em negociações para o cessar-fogo.

    A ONU havia alertado horas antes que o envio de auxílio humanitário para Gaza poderia acabar sendo interrompido nos próximos alguns dias, após Israel tomar o controle do lado palestino da passagem de Rafah nesta semana.

    Essa é uma rota vital para a passagem de suprimentos para o território palestino.

    Apesar de firme pressão dos Estados Unidos, Israel disse que seguirá em frente com um ataque na cidade de Rafah, no sul de Gaza, onde mais de 1 milhão de pessoas desalojadas buscaram refúgio e, segundo as forças israelenses, integrantes do Hamas estão se escondendo.

    Tanques israelenses tomaram a principal avenida que divide as partes leste e oeste de Rafah nesta sexta-feira, efetivamente cercando a parte leste da cidade.

    Hamas concordou com proposta; Israel rejeitou

    Negociações de cessar-fogo no Cairo, capital do Egito, foram interrompidas na quinta-feira (9) sem um acordo para paralisar os combates e soltar os reféns.

    O Hamas afirmou que havia concordado no começo da semana com uma proposta enviada pelos mediadores de Catar e Egito e que o texto teria sido aceito por Israel anteriormente.

    Israel disse, por sua vez, que a proposta do Hamas contém elementos que não pode aceitar.

    “A rejeição de Israel da proposta dos mediadores através de emendas que propôs fez as coisas voltarem à estaca zero”, afirmou o Hamas no comunicado desta sexta-feira.

    “Diante do comportamento de Netanyahu, a rejeição do documento dos mediadores, o ataque contra Rafah e a ocupação da passagem, a liderança do movimento realizará consultas com líderes irmãos das facções palestinas para revisar nossa estratégia de negociação”, adicionaram.

    Tiros e explosões em Rafah

    Moradores descreveram explosões e tiros quase constantes no leste e nordeste de Rafah nesta sexta-feira, com intensos combates entre forças israelenses e militantes do Hamas e da Jihad Islâmica.

    Israel ordenou que civis deixem a região leste de Rafah, forçando dezenas de milhares de pessoas a buscarem abrigo no lado de fora da cidade, que era o último refúgio para mais de 1 milhão de pessoas que fugiram de outras partes do território palestino durante a guerra.

    O governo de Israel diz que não pode vencer a guerra sem atacar Rafah para eliminar milhares de combatentes do Hamas que acredita estarem abrigados na área. O Hamas, por sua vez, diz que lutará para defender a cidade.

    Segundo autoridades de saúde em Gaza, comandadas pelo Hamas, os ataques israelenses mataram quase 35 mil pessoas. Cerca de 1.200 pessoas foram mortas em Israel e 253 foram levadas como reféns no ataque do Hamas em 7 de outubro, segundo contagens israelenses.

    Imagens de satélite mostram “cidade das tendas” se esvaziando em Rafah: