Hezbollah lança ataque contra soldados israelenses no Líbano
Grupo apoiado pelo Irã afirmou em um comunicado que atacou as tropas com onda de foguetes em Wata Al-Khiam nesta sexta-feira (10)

O Hezbollah afirmou ter lançado um novo ataque contra soldados israelenses no sul do Líbano na manhã desta sexta-feira (10).
O grupo militante apoiado pelo Irã afirmou em um comunicado que atacou as tropas com uma saraivada de foguetes em Wata Al-Khiam pouco antes das 6h da manhã, horário local.
O Hezbollah também afirmou ter atacado o assentamento israelense de Kiryat Shmona, na fronteira com Israel, em resposta à "violação do acordo de cessar-fogo pelo inimigo".
Israel e o Hezbollah continuaram a trocar ataques desde o início do instável cessar-fogo entre os EUA e o Irã, com autoridades insistindo para que a trégua também abranja o conflito entre os dois países.
Como mostrou a CNN, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei afirmou que a realização de negociações para encerrar a guerra depende do cumprimento, pelos Estados Unidos, dos compromissos de cessar-fogo. Esses compromissos, segundo ele, incluem um cessar-fogo no Líbano – EUA e Israel negam que o país faça faça parte do acordo.
“Interromper a guerra no Líbano é parte inseparável do entendimento de cessar-fogo proposto pelo Paquistão e, como o primeiro-ministro desse país anunciou explicitamente, os Estados Unidos se comprometeram a parar a guerra em todas as frentes, incluindo o Líbano”, disse Baghaei.
Na quinta-feira (9) o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou que não há cessar-fogo com o Líbano após instruir seu gabinete a iniciar negociações diretas.
“Quero dizer a vocês: não há cessar-fogo no Líbano. Continuamos atacando o Hezbollah com força”, disse Netanyahu em uma mensagem de vídeo.
O premiê disse ter solicitado negociações diretas com o governo libanês com o objetivo de desarmar o Hezbollah e garantir “um acordo de paz histórico e duradouro”.
Mais cedo, um representante libanês disse à CNN que não haverá “negociações sob fogo” em resposta ao plano de Israel de iniciar conversas diretas.


