Veja os principais acontecimentos do 2° dia de cessar-fogo entre EUA e Irã

Israel afirmou que deseja iniciar negociações diretas com o Líbano um dia após os bombardeios que mataram mais de 300 pessoas

Tori B. Powell, da CNN
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O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou nesta quinta-feira (9) que deseja iniciar negociações diretas com o Líbano sobre o desarmamento do Hezbollah e o estabelecimento de relações pacíficas "o mais rápido possível".

“Em vista dos repetidos pedidos do Líbano para iniciar negociações diretas com Israel, ontem instruí o gabinete a iniciar negociações diretas com o Líbano o mais breve possível”, disse Netanyahu em um comunicado.

A declaração de Netanyahu acontece um dia após o bombardeio israelense contra o Líbano na guerra, que matou mais de 300 pessoas na quarta-feira (8), e antes das negociações agendadas entre Irã e Estados Unidos no Paquistão, após ambos terem concordado com um cessar-fogo de duas semanas.

Veja os principais acontecimentos do segundo dia do cessar-fogo:

Estados Unidos

O presidente dos EUA, Donald Trump, alertou a liderança do Irã para não cobrar taxas de petroleiros para atravessar o Estreito de Ormuz.

Ele também reclamou do tráfego paralisado na hidrovia, dizendo que Teerã está "fazendo um trabalho muito ruim".

Analistas executivos do setor de transporte marítimo disseram à CNN que as empresas estão hesitantes em confiar em um cessar-fogo que já se mostra instável, especialmente sem diretrizes sobre quais navios podem navegar e quando.

Além disso, dois diplomatas familiarizadoss com o assunto informaram à CNN que Trump, durante uma reunião na quarta-feira com o secretário-geral da Otan, Mark Rutte, pressionou por medidas concretas urgentes dos membros da Otan para ajudar a garantir a segurança do Estreito de Ormuz.

A Otan não foi informada sobre o plano dos EUA e de Israel de entrar em guerra, e Rutte disse que os aliados estão fornecendo "apoio maciço" a Trump em relação ao Irã.

O presidente, em outra publicação nas redes sociais, criticou duramente comentaristas de direita que se opuseram à guerra com o Irã, chamando Tucker Carlson, Megyn Kelly, Alex Jones e Candace Owens de "pessoas estúpidas" e "malucos".

Enquanto isso, um oficial americano convocou o embaixador do Iraque nos Estados Unidos para condenar os ataques de milícias apoiadas pelo Irã contra instalações diplomáticas e pessoal americano no Iraque.

Oriente Médio

Kamal Kharazi, um importante conselheiro do líder supremo do Irã, morreu dias após ser ferido em um ataque que Teerã atribuiu a uma operação conjunta EUA Israel que teve como alvo sua casa no início deste mês.

O diretor-geral da OMS (Organização Mundial da Saúde), Tedros Adhanom Ghebreyesus, instou Israel a revogar a ordem de desocupação de dois hospitais em uma área de Beirute, alegando que a medida era “operacionalmente inviável”.

A Guarda Nacional do Kuwait informou que uma de suas instalações foi alvo de “drones hostis” na quinta-feira, causando danos materiais, mas sem feridos.

Sirenes em Israel

O exército israelense afirmou nesta quinta-feira (9) que o Hezbollah lançou um míssil contra Israel, acionando sirenes de alerta aéreo em várias partes do país, incluindo a cidade de Tel Aviv.

O míssil foi interceptado, segundo o Times of Israel.

O Hezbollah afirmou ter atacado infraestrutura militar israelense na cidade de Haifa, no norte do país, nesta quinta-feira. Não ficou imediatamente claro se o grupo armado apoiado pelo Irã se referia ao mesmo ataque.

Produção de petróleo

A agência estatal saudita SPA afirmou, citando uma fonte do Ministério da Energia, que os ataques a instalações energéticas da Arábia Saudita reduziram a capacidade de produção de petróleo do reino em cerca de 600 mil barris por dia e o fluxo em seu Oleoduto Leste-Oeste em cerca de 700 mil barris por dia.

A fonte do ministério não especificou quem lançou os ataques, mas a Arábia Saudita interceptou vários mísseis e drones iranianos nas últimas semanas.

Os ataques mais também interromperam operações em importantes instalações de petróleo, gás, refino, petroquímica e eletricidade em Riad, na Província Oriental e na Cidade Industrial de Yanbu, disse a SPA.

A Arábia Saudita não havia fornecido anteriormente detalhes sobre o impacto na produção de campos petrolíferos, refinarias e fluxo de oleodutos decorrente de ataques ocorridos durante a guerra entre Estados Unidos e Israel contra o Irã.

(Com informações de Donald Judd, Lauren Said-Moorhouse, Jennifer Hansler, Mohammed Tawfeeq e Michael Rios, da CNN e Tiago Tortella, da CNN Brasil)

 

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