Homem leva guilhotina enorme ao Capitólio dos EUA e é preso pela polícia

Segundo autoridades, Philan-Tam-Duy Le foi apreendido por portar uma "arma perigosa"

Aleena Fayaz, Richa Sharma e Kaanita Iyer, da CNN
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A Polícia do Capitólio dos Estados Unidos informou, na terça-feira (25), que prendeu um homem que transportava uma guilhotina na caçamba de sua caminhonete, perto da Suprema Corte.

Philan-Tam-Duy Le, de 35 anos e natural de Julian, Califórnia, foi preso por portar uma arma perigosa, segundo o comunicado da polícia.

Pouco depois das 12h (horário local) de terça-feira (25), a Polícia do Capitólio avistou a caminhonete, que estava "estacionada ilegalmente" na East Capitol Street — uma via pequena que passa ao lado da Suprema Corte e que fica a poucos passos do prédio do Capitólio —, conforme o comunicado. A polícia divulgou fotos mostrando a guilhotina.

Os legisladores não estavam no prédio no momento da prisão, pois o Congresso está atualmente em recesso. No entanto, a detenção ocorre em meio a preocupações com o aumento das ameaças de violência contra autoridades do governo dos EUA.

Em 2025, a Polícia do Capitólio registrou quase 15.000 casos de "declarações, comportamentos e comunicações preocupantes dirigidos a membros do Congresso, suas famílias, equipes e ao complexo do Capitólio", segundo um comunicado de imprensa de janeiro. Esse número representa um aumento de mais de 57% em relação a 2024.

A polícia informou que Le dirigiu da Califórnia até Washington, D.C. As autoridades estão analisando seu histórico para entender melhor a motivação de sua ida à capital do país.

Em um story no Instagram, publicado no início da tarde de terça por uma conta que parece pertencer a Le, é possível observar o homem sentado com uma guilhotina ao fundo.

"Do lado de fora do prédio do FBI, apenas comendo uma pizza de queijo", dizia o homem no vídeo, que trazia as legendas "Aventuras da guilhotina" e "Próxima parada: Capitólio".

A conta apresenta outros vídeos de cunho político com o mesmo homem, incluindo uma publicação de 12 de agosto que o mostra com a mesma guilhotina — a qual ele afirma ter construído. No vídeo, que contém referências a teorias da conspiração, ele critica "autoridades não eleitas que tomam todas as decisões neste lugar e nos envolvem em conflitos internacionais e guerras sem fim", bem como as chamadas "pessoas acima" delas, cujos nomes "nosso governo decidiu ocultar".

"Não aceito não saber quem são essas pessoas, e vocês também não deveriam", diz ele. “Nos últimos meses, no entanto, tenho trabalhado em uma solução. Construí uma guilhotina. Vou levar essa m*rda para Washington, D.C.”

Ele acrescenta que o equipamento, historicamente utilizado para execuções, serve “estritamente para fins de autodefesa... Não nutro má vontade nem intenções de violência contra ninguém”.

No mês passado, a Polícia do Capitólio prendeu um homem na barreira norte do edifício que, segundo as autoridades, portava uma arma de fogo — item proibido nas dependências do local.

A CNN não conseguiu contato com Le para obter comentários. O irmão de Le, Kelvin Le, disse ao Los Angeles Times que a guilhotina era um “símbolo de desaprovação”, acrescentando que Le estava insatisfeito com democratas e republicanos, e que não gostava nem do presidente Donald Trump nem do governador da Califórnia, Gavin Newsom.

“Não acho que ele machucaria alguém”, disse Kelvin Le, que afirmou ao *jornal ter ficado surpreso ao saber da prisão.

Se as ações de Le poderiam ser protegidas pela Primeira Emenda, “depende de circunstâncias fáticas específicas”, disse o analista jurídico sênior da CNN, Elie Honig.

“De modo geral, uma pessoa tem direitos amplos sob a Primeira Emenda, incluindo a liberdade de expressar opiniões agressivas, desagradáveis ​​ou controversas”, disse Honig, acrescentando: “A questão decisiva será se o objeto estava operacional ou se era apenas um símbolo."

 

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