Ilhas Canárias mantêm nível de alerta para atividade de vulcão no Atlântico

Governo local monitora atividades sísmicas que, em tese, poderiam gerar tsunamis que atingissem litoral brasileiro

Região vulcânica Cumbre Vieja, em Las Palmas, nas Ilhas Canárias
Região vulcânica Cumbre Vieja, em Las Palmas, nas Ilhas Canárias Wikimedia Commons

Giovanna Galvanida CNN

em São Paulo

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O governo das Ilhas Canárias, arquipélago localizado no noroeste do continente africano, manteve nesta sexta-feira (17) o nível amarelo de alerta para atividades sísmicas no vulcão Cumbre Vieja, localizado na ilha de La Palma.

Segundo o comitê científico do Plano Especial de Proteção Civil e Atenção às Emergências de Risco Vulcânico das Ilhas Canárias (Pevolca), houve uma diminuição na atividade nas últimas horas, mas o cenário pode ser “transitório”.

Por sua localização, possíveis atividades sísmicas mais intensas poderiam, em tese, causar tsunamis ao longo da costa banhada pelo Atlântico – todo o litoral brasileiro e, no caso, em especial o Nordeste.

Segundo o governo das Canárias, o comitê de monitoramento deve permanecer no nível amarelo devido a atividades registradas em pontos com 6 e 8 quilômetros de profundidade, além de tremores mais superficiais.

O governo das Ilhas Canárias não descarta que a população sinta tremores de maiores intensidades em solo, mas essa ainda não é uma realidade.

O nível amarelo é o segundo na escala de quatro estágios de atenção: o verde indica normalidade e estabilidade; o amarelo requer uma atenção às comunicações oficiais de monitoramento.

Já o laranja indica o início de uma evacuação preventiva na região, e o vermelho é o nível máximo de urgência, com evacuação imediata da área.

Porém, a ocorrência de tsunamis causados pelos vulcões das Canárias seria um evento considerado extremamente raro.

Estudos compilados pelo portal meteorológico MetSul apontam, de um lado, que há uma “superestimações dos efeitos” dos tremores que comumente ocorrem em áreas de vulcões.

Em outra análise, feita pelo geólogo brasileiro Mauro Gustavo Reese Filho, o governo brasileiro deveria, por precaução, criar protocolos de evacuação e alerta caso os temores de um tsunami decorrente dos vulcões sejam concretizados algum dia.

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