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    Incêndio em mina no Cazaquistão deixa 28 mortos e 18 desaparecidos

    Presidente do país ordenou ao seu gabinete que interrompa cooperação de investimento com empresa responsável

    Das 252 pessoas na mina Kostenko, 208 foram evacuadas e 18 procuraram ajuda médica
    Das 252 pessoas na mina Kostenko, 208 foram evacuadas e 18 procuraram ajuda médica Divulgação/ArcelorMittal

    Olzhas Auyezovda Reuters

    Ao menos 28 pessoas morreram e 18 continuam desaparecidas após um incêndio em uma mina no Cazaquistão, informou neste sábado (28) informou o Ministério de Situações de Emergência do país.

    A ArcelorMittal Temirtau MT.LU, unidade local da siderúrgica com sede em Luxemburgo que opera a mina, disse que 206 das 252 pessoas na mina Kostenko foram evacuadas após o que parecia ser uma explosão de metano.

    Além disso, 18 pessoas procuraram ajuda médica, segundo comunicado da empresa.

    O presidente do Cazaquistão, Kassym-Jomart Tokayev, expressou condolências às famílias das vítimas e declarou um dia nacional de luto em 29 de outubro. Ele também ordenou ao seu gabinete que interrompa a cooperação de investimento com a ArcelorMittal Temirtau.

    O governo disse em nota que está finalizando um acordo para nacionalizar a empresa, que opera a maior siderúrgica do país. A ArcelorMittal confirmou isso em seu próprio comunicado.

    “A ArcelorMittal também pode confirmar, conforme comunicado hoje cedo pelo governo do Cazaquistão, que as duas partes têm estado em discussões sobre o futuro da ArcelorMittal Temirtau e assinaram recentemente um acordo preliminar para uma transação que transferirá a propriedade para a República do Cazaquistão”, disse.

    “A ArcelorMittal está comprometida em concluir esta transação o mais rápido possível, a fim de minimizar ao máximo as interrupções”, acrescentou

    No mês passado, o primeiro vice-primeiro-ministro, Roman Sklyar, afirmou a repórteres que o Cazaquistão estava em negociações com potenciais investidores que poderiam assumir o controle da usina.

    Ele ressaltou que o gabinete estava descontente com o fracasso da ArcelorMittal em cumprir suas obrigações de investimento, atualizar equipamentos e garantir a segurança dos trabalhadores após uma série de acidentes com mortes.