Índia considera ‘autorização de emergência’ para vacinas contra a Covid-19

Ministro da saúde do país, Harsh Vardhan, diz que idosos e profissionais médicos terão prioridade nas vacinas contra o coronavírus

Indianos utilizam máscaras e lenços para proteção contra o coronavírus
Indianos utilizam máscaras e lenços para proteção contra o coronavírus Foto: CNN

Esha Mitra e Eric Cheung, da CNN

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O governo da Índia considera uma “autorização de emergência” para vacinas contra a Covid-19, disse o ministro da saúde do país, Harsh Vardhan, no último domingo (13). Vardhan disse que, embora os testes de fase 3 das vacinas durem geralmente de seis a nove meses, uma autorização de emergência poderia reduzir esse período.

“Qualquer autorização de emergência é sempre feita com a adoção de salvaguardas reforçadas para que as pessoas não precisem se preocupar com a segurança”, disse ele.

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No momento, as vacinas contra a Covid-19 que estão no estágio mais avançado em testes clínicos na Índia incluem a Covaxin, que está sendo desenvolvida internamente, e vacinas que o Serum Institute of India está desenvolvendo em parceria com a AstraZeneca, a Universidade de Oxford e a Codagenix USA.

Vardhan disse que os resultados desses testes de vacinas estarão disponíveis até o primeiro trimestre de 2021, e haverá esforços para garantir que as vacinas possam ser fabricadas em paralelo “para que não percamos tempo precioso no fornecimento de vacinas a população.”

Os idosos e aqueles que trabalham em profissões de alto risco, como profissionais de saúde, terão prioridade na vacinação, disse o ministro.

“Não haverá atalhos nos testes clínicos e as vacinas serão disponibilizadas apenas quando o governo puder garantir sua segurança e eficácia”, acrescentou Vardhan.

A Índia registrou 92.071 novos casos de Covid-19 nesta segunda-feira (14), elevando o total para mais de 4,8 milhões, o que coloca o país em segundo lugar no ranking de nações com mais casos de coronavírus, atrás apenas dos Estados Unidos. Houve também 1.136 novas mortes, elevando o número total de mortos para 79.722.

(Texto traduzido, clique aqui e leia o original em inglês)

 

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