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    Índia e China decidem reduzir tensões na fronteira após confrontos

    Ambos os países concordaram que 'nenhum dos lados deveria tomar qualquer ação que poderia complicar a situação ou escalar as questões nas áreas de fronteiras'

    Manifestante na Índia segura cartaz defendendo boicotes contra a China
    Manifestante na Índia segura cartaz defendendo boicotes contra a China Foto: Amit Dave/Reuters

    Índia e China anunciaram, neste sábado (5), que concordaram em trabalhar em conjunto para reduzir as tensões ao longo da fronteira, após uma reunião entre os ministros de defesa das duas gigantes nucleares asiáticas. O acordo vem após confrontos entre os dois países, que deixaram mortos pela primeira vez em 45 anos.

    Ambos os lados destacaram forças adicionais para a patrulha da fronteira, que passa pelo Himalaias ocidentais, após um confronto em junho em que 20 soldados indianos foram mortos em combate. A China não revelou o número de baixas entre suas tropas.

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    No maior episódio de contato político face a face entre Índia e China desde que as tensões foram desencadeadas ao longo da fronteira, em maio, os ministros da Defesa Rajnath Singh, da Índia, e General Wei Fenghe, da China, se encontraram na noite de sexta-feira (4) nos bastidores da Organização para Cooperação de Xangai em Moscou. 

    Ambos os países concordaram que “nenhum dos lados deveria tomar qualquer ação que poderia complicar a situação ou escalar as questões nas áreas de fronteiras”, disse o ministro da Defesa indiano em um comunicado. 

    Wei afirmou que os dois lados deveriam promover a paz e a estabilidade e trabalhar para esfriar as atuais tensões, segundo informou um relatório de notícias do Ministério da Defesa da China, postado em seu website, sobre o encontro. 

    O ministro chinês disse, no entanto, que a culpa das tensões recentes é “inteiramente da Índia”, acrescentando que a China estava determinada a salvaguardar sua soberania e território.