Irã diz analisar propostas dos EUA após conversa com o Paquistão
Teerã busca supervisão total sobre o trânsito no Estreito de Ormuz para isolar as bases militares americanas na região

O Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã afirma que Teerã está analisando novas propostas dos Estados Unidos após conversas com o chefe militar do Paquistão, Asim Munir, que tem atuado como intermediário entre os dois países.
Embora Teerã não tenha dado nenhuma resposta oficial, o conselho reiterou diversas exigências já apresentadas, incluindo a ampliação do controle sobre o Estreito de Ormuz, em um comunicado divulgado hoje pela agência de notícias semioficial Mehr.
“O Irã está determinado a exercer supervisão e controle sobre o trânsito pelo Estreito de Ormuz até o fim definitivo da guerra e a concretização de uma paz duradoura na região”, afirmou o Conselho, citando a necessidade de isolar as bases militares americanas na região de suas rotas de abastecimento.
Isso seria implementado por meio de um sistema de taxas, certificados de trânsito e permissão para que os navios trafeguem apenas por rotas específicas, acrescentou o Conselho.
O ministro paquistanês Munir concluiu hoje uma visita oficial de três dias ao Irã, onde ele e uma delegação paquistanesa se reuniram com altos funcionários iranianos numa tentativa de levar Teerã de volta à mesa de negociações com os EUA antes do término do cessar-fogo de duas semanas.
As negociações de alto nível entre os EUA e o Irã no último fim de semana não produziram nenhum acordo. Desde então, os EUA impuseram um bloqueio aos portos iranianos.
O Conselho de Segurança da ONU afirmou que considera isso uma "violação do cessar-fogo" e que o Irã não reabrirá o Estreito de Ormuz até que o bloqueio termine.



