Irã frágil não é de interesse de monarquias do Golfo, diz especialista
Para Luíza Cerioli, países árabes temem que um colapso do Irã traga instabilidade regional e impactos econômicos negativos
Um Irã fragilizado e fragmentado não seria benéfico para as monarquias do Golfo Pérsico, mesmo que estas vejam o atual regime iraniano como uma ameaça aos seus sistemas de governo.
A avaliação é da especialista em Oriente Médio, Luíza Cerioli, pesquisadora sênior na Universidade de Kassel (Alemanha), durante participação no programa WW Especial - Trump errou ao começar guerra contra o Irã?, que vai ao ar neste domingo (8), às 22h (horário de Brasília).
ASSISTA: WW ESPECIAL - TRUMP ERROU AO COMEÇAR GUERRA CONTRA O IRÃ?
A especialista explica que um possível colapso do regime iraniano representaria uma fonte significativa de instabilidade para toda a região. "A possibilidade de que isso não vai ter um efeito spillover, um reflexo na estabilidade regional, é muito baixo", alerta Cerioli.
As monarquias do Golfo têm desenvolvido economias cada vez menos dependentes exclusivamente do petróleo e também vinculadas ao turismo e ao mercado financeiro global, setores que seriam gravemente afetados por uma crise regional, segundo a pesquisadora.
Cerioli também ressalta o potencial de repercussão de uma crise no país com maior população xiita do mundo islâmico - o Irã. "Na Arábia Saudita tem uma maioria xiita muito grande exatamente na região onde tem maiores poços de petróleo", detaca.
WW Especial
Apresentado por William Waack, o programa é exibido aos domingos, às 22h, em todas as plataformas da CNN Brasil.
Conheça o Clube de Membros da CNN Brasil no YouTube. Ao se cadastrar, você garante acesso antecipado à íntegra da edição já às sextas-feiras, além de cortes exclusivos e conteúdos de bastidores do programa.
* Publicado por Luisa Nicacio



