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    Irã: Não temos intenção de prolongar “operações defensivas”, diz ministro

    Autoridade iraniana alerta que país não hesitará em defender interesses legítimos contra novas agressões

    Da CNN

    O ministro das Relações Exteriores do Irã, Hossein Amir-Abdollahian, declarou neste domingo (14) que o país não tem intenção de prolongar o que chamou de “operações defensivas”, mas alertou que não hesitará em defender os interesses legítimos da nação contra novas agressões.

    A declaração ocorre após ataques aéreos iraniano contra alvos no território sírio, em resposta a uma ofensiva atribuída a Israel contra uma instalação diplomática iraniana em Damasco.

    Contexto dos ataques

    O Irã realizou os ataques contra o que descreveu como “alvos israelenses” na Síria, em retaliação à morte de dois membros da Guarda Revolucionária em um ataque contra uma instalação diplomática em Damasco na semana passada. O ataque foi atribuído a Israel, embora o país não tenha assumido a responsabilidade.

    A escalada das tensões levantou temores de um conflito mais amplo na região, que já enfrenta diversos focos de instabilidade e disputas geopolíticas complexas. Autoridades israelenses convocaram uma reunião de cúpula militar para avaliar a situação e possíveis respostas.

    Intenções declaradas pelo Irã

    Apesar da retórica beligerante, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Hossein Amir-Abdollahian, buscou sinalizar que o país não pretende prolongar as hostilidades.

    “A República Islâmica não tem intenção de prolongar as operações defensivas e as medidas de segurança que tomou”, disse ele.

    No entanto, Amir-Abdollahian ressaltou que o Irã “não hesitará em defender seus interesses legítimos contra qualquer nova agressão”, deixando a porta aberta para possíveis novas ações caso os ataques israelenses persistam.

    A situação permanece tensa, com ambos os lados sinalizando cautela, mas também determinação em proteger seus interesses estratégicos na região. A comunidade internacional acompanha de perto os desdobramentos, temendo um conflito mais amplo que poderia desestabilizar ainda mais o Oriente Médio.