Irã retoma enriquecimento de urânio a 20% em nova violação de acordo nuclear

País do Oriente Médio anunciou nesta segunda-feira (4) que voltou a beneficiar o minério acima do limite permitido no pacto assinado em 2015 com as potências

Ramin Mostaghim e Mostafa Salem, da CNN

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O Irã retomou o enriquecimento de urânio a 20% em sua instalação nuclear de Fordow, disse um porta-voz do governo nesta segunda-feira (4), de acordo com a agência de notícias semioficial Mehr e a agência de notícias estatal Irna.

A retomada do processo de enriquecimento viola o acordo nuclear negociado entre o Irã e a comunidade internacional, implementado em 2016, que congelou o programa nuclear iraniano em troca da suspensão progressiva das sanções internacionais.

O país informou a Agência Internacional de Energia Atômica (Aiea) de sua intenção de continuar enriquecendo o urânio a 20%, disse o porta-voz da Aiea Fredrik Dahl à CNN na sexta-feira (1).

O Irã atualmente enriquece seu estoque de urânio em cerca de 4,5%, que está acima do limite de 3,67% imposto pelo acordo nuclear de 2015, mas muito aquém dos 90% que são considerados adequados para armas. O Irã nega continuamente sua intenção de produzir armas nucleares.

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O porta-voz do governo Ali Rabiei disse nesta segunda-feira (4) que o Irã iniciou o processo de enriquecimento “algumas horas antes” em Fordow, observando que o primeiro urânio UF6 enriquecido a 20% está pronto em poucas horas, disse a Irna.

Bandeira do Irã hasteada em Teerã

Bandeira do Irã hasteada em Teerã; país anunciou que voltou a enriquecer urânio a 20%

Foto: REUTERS

A Irna acrescentou, citando Rabiei, que todas as medidas necessárias, como informar a Aiea, foram tomadas.

No mês passado, o Parlamento do Irã aprovou majoritariamente um projeto de lei com o objetivo de neutralizar as sanções impostas a seu programa nuclear e aumentar o enriquecimento de urânio, disse a agência estatal Press TV.

“A lei obriga a Organização de Energia Atômica do Irã a produzir pelo menos 120 kg de urânio 20% enriquecido anualmente e armazená-lo dentro do país”, informou a agência de notícias Mehr.

(Texto traduzido; leia o original em inglês)

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