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    Israel cancela reunião com chefe da ONU após críticas

    Ministro das Relações Exteriores de Israel, Eli Cohen, disse que não vai se reunir com o secretário-geral da ONU, António Guterres, depois que ele acusou Israel de violar o direito humanitário internacional

    Amy CassidyTamar MichaelisRichard Rothda CNN

    O ministro das Relações Exteriores de Israel, Eli Cohen, disse nesta terça-feira (24) que não vai se reunir com o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, depois que o chefe da ONU criticou os bombardeios promovidos por Israel em Gaza.

    “Não me reunirei com o Secretário-Geral da ONU. Após o massacre de 7 de outubro, não há lugar para uma abordagem equilibrada. O Hamas deve ser apagado da face do planeta!”, Cohen escreveu em uma postagem nas redes sociais.

    Na reunião do Conselho de Segurança da ONU em Nova York nesta terça-feira, Guterres disse estar “profundamente preocupado com as claras violações do direito humanitário internacional que estamos testemunhando em Gaza”.

    “Proteger os civis não significa ordenar que mais de um milhão de pessoas se desloquem para o sul, onde não há abrigo, nem comida, nem água, nem medicamentos, nem combustível – e depois continuar bombardeando o próprio sul”, disse Guterres. “Deixe-me ser claro: nenhuma parte num conflito armado está acima do direito humanitário internacional.”

    Cohen, que também esteve presente na reunião, respondeu a Guterres: “Em que mundo você vive? Definitivamente, este não é o nosso mundo”.

    O Embaixador de Israel nas Nações Unidas, Gilad Erdan, pediu a Guterres “que renunciasse imediatamente” após seus comentários.

    Nas redes sociais, Erdan disse que Guterres “não está apto para liderar a ONU” e o acusou de demonstrar compreensão e compaixão ao Hamas.