Israel diz ter atingido centros de comando de segurança no Irã

Locais foram descritos como centros usados pela liderança iraniana para “manter o controle em todo o Irã"

Hanna Park, Eugenia Yosef, da CNN
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O Exército israelense afirmou que realizou uma nova onda de ataques aéreos em Teerã, tendo como alvo o que descreveu como centros de comando usados pelas temidas forças de segurança interna do Irã e pela milícia Basij.

Ambos tiveram papel central na repressão violenta a protestos em massa contra o governo que abalaram o país por várias semanas a partir do fim do ano passado.

A Força Aérea de Israel “concluiu uma nova onda de ataques contra centros de comando em várias áreas de Teerã”, incluindo locais ligados à Basij — uma força paramilitar — e a outros órgãos de segurança interna, disseram as Forças de Defesa de Israel (IDF) em comunicado.

Segundo o Exército, “dezenas de munições” foram lançadas contra esses centros de comando.

Os locais foram descritos como centros usados pela liderança iraniana para “manter o controle em todo o Irã”.

Uma ilustração divulgada pelas IDF indica que os quatro alvos estavam localizados em Teerã. Dois eram descritos como centros de comando da Basij; os outros dois seriam um “centro de comando de segurança interna” e um “quartel-general de repressão a distúrbios”.

Esta é a décima onda desse tipo de ataques desde o início do conflito mais recente, no sábado, segundo as IDF.

“Eles atacaram com bastante força na noite passada, foi uma noite ruim”, disse um morador do norte de Teerã à CNN. “Não sei exatamente onde atingiram, mas parecia que podíamos ouvir explosões ao nosso redor.”

A mídia estatal iraniana informou que explosões foram registradas em várias partes do país na manhã de quarta-feira. Uma foto geolocalizada pela CNN mostra uma grande coluna de fumaça escura perto da cidade de Isfahan.

O que está acontecendo no Oriente Médio?

Os Estados Unidos e Israel iniciaram no sábado (28) uma onda de ataques contra o Irã, em meio a tensões sobre o programa nuclear iraniano.

O regime dos aiatolás iniciou retaliação contra países do Oriente Médio que abrigam bases militares norte-americanas, entre eles: Emirados Árabes Unidos, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia e Iraque.

No domingo, a mídia estatal iraniana anunciou que seu líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei, foi uma das vítimas feitas pelos ataques norte-americanos e israelenses.

Após o anúncio da morte de Khamenei, o Irã ameaçou lançar a "ofensiva mais pesada" da história. O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, afirmou que o país persa considera se vingar pelos ataques de Israel e dos Estados Unidos como um "direito e dever legítimo".

Em resposta, Trump ameaçou o Irã contra os ataques retaliatórios, dizendo "é melhor que eles não façam isso, porque se fizerem, nós os atingiremos com uma força nunca antes vista". As agressões entre as partes seguem neste domingo.

Na véspera, Trump já havia afirmado que os ataques contra o Irã vão continuar "ininterruptos durante toda a semana ou pelo tempo que for necessário para alcançarmos nosso objetivo de PAZ EM TODO O ORIENTE MÉDIO E, DE FATO, NO MUNDO!".

*Com informações da Reuters

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