Israel emite alerta de retirada para moradores de cidade na costa do Líbano
Hezbollah diz que anunciará sua posição formal sobre o cessar-fogo e responderá à afirmação do primeiro-ministro israelense de que o país não está incluído

As forças armadas israelenses emitiram um alerta de retirada "urgente" para os moradores da cidade costeira libanesa de Tiro nesta quarta-feira (8).
“Para garantir sua segurança, saiam de suas casas imediatamente e se desloquem para o norte do rio Zahrani”, disse o porta-voz em árabe das Forças de Defesa de Israel (IDF) em uma publicação no Telegram. A IDF afirmou que estava visando o Hezbollah na área.
De acordo com a Reuters, fontes afirmam que o Hezbollah anunciará sua posição formal sobre o cessar-fogo e responderá à afirmação do primeiro-ministro israelense de que o Líbano não está incluído
Segundo a agência, o Hezbollah diz que respeitou o cessar-fogo nas primeiras horas da terça-feira, apesar dos contínuos ataques de Israel, segundo três fontes libanesas próximas ao grupo.
O Líbano não está incluído no cessar-fogo entre os EUA, Israel e Irã, afirmou anteriormente o gabinete do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu.
“Israel apoia a decisão do presidente Trump de suspender os ataques contra o Irã por duas semanas, desde que o Irã abra imediatamente o estreito e cesse todos os ataques contra os EUA, Israel e países da região”, afirmou um comunicado do gabinete de Netanyahu.
“O cessar-fogo de duas semanas não inclui o Líbano”, acrescentou.
A posição de Israel contradiz a declaração do primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, que ajudou a intermediar o acordo entre os EUA e o Irã, segundo a qual o acordo incluía o Líbano. O presidente dos EUA, Donald Trump, não mencionou o Líbano em sua declaração.
Contexto: Paralelamente à sua guerra contra o Irã com os EUA, Israel vem conduzindo uma grande campanha militar no sul do Líbano desde o início de março, visando militantes do Hezbollah apoiados pelo Irã. Pelo menos 1.530 pessoas foram mortas em ataques israelenses no Líbano desde 2 de março, informou o Ministério da Saúde libanês na terça-feira (7), incluindo 130 crianças.
*Com informações da Reuters e da CNN


