Israel emite primeiro alerta marítimo para embarcações na costa do Líbano
País emitiu um "alerta urgente", pedindo para que os navios "se dirijam imediatamente para o norte da região de Tiro"

Israel emitiu um “alerta urgente” para embarcações na costa do Líbano, entre as cidades de Tiro e Ras Naqoura.
“A atividade do Hezbollah está colocando em risco as embarcações na área marítima entre Tiro e Ras Naqoura, forçando as IDF (Forças de Defesa de Israel) a operar contra o grupo no domínio marítimo”, disse o porta-voz em árabe das IDF, Avichay Adraee.
Todas as embarcações na área foram alertadas para “se dirigirem imediatamente para o norte da região de Tiro” por segurança, acrescentou Adraee.
O que está acontecendo no Oriente Médio?
Os Estados Unidos e Israel estão em guerra com o Irã. O conflito teve início no dia 28 de fevereiro, quando um ataque coordenado entre os dois países matou o líder supremo do país, Ali Khamenei, em Teerã.
Diversas autoridades do alto escalão do regime iraniano também foram mortas. Além disso, os EUA alegam ter destruído dezenas de navios do país, assim como sistemas de defesa aérea, aviões e outros alvos militares.
Em retaliação, o regime dos aiatolás fez ataques contra diversos países da região, como Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia, Iraque e Omã. As autoridades iranianas dizem que têm como alvo apenas interesses dos Estados Unidos e Israel nessas nações.
O conflito também se expandiu para o Líbano. O Hezbollah, um grupo armado apoiado pelo Irã, atacou o território israelense em retaliação à morte de Ali Khamenei. Com isso, Israel tem realizado ofensivas aéreas contra o que diz ser alvo do Hezbollah no país vizinho. Centenas de pessoas morreram no território libanês desde então.
Com a morte de grande parte de sua liderança, um conselho do Irã elegeu um novo líder supremo: Mojtaba Khamenei, filho de Ali Khamenei. Especialistas apontam que ele não fará mudanças estruturais e representa continuidade da repressão.
Donald Trump mostrou descontentamento com essa escolha, a classificando como um "grande erro". Ele havia dito que precisaria estar envolvido no processo e pontuou que Mojtaba seria "inaceitável" para a liderança do Irã.



