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    Israel diz que Irã fez “ataque inédito”, mas “defesa inédita” foi “superior”

    Porta-voz das Forças de Defesa frisou que "99% das ameaças contra Israel" foram interceptadas

    Momento em que um projétil iraniano é abatido pelo exército de Israel
    Momento em que um projétil iraniano é abatido pelo exército de Israel Reuters

    Henrique Sales Barrosda CNN

    São Paulo

    As Forças de Defesa de Israel disseram que o ataque realizado pelo Irã no sábado (13) foi “inédito”, mas que, com a ajuda de parceiros no Ocidente, como os Estados Unidos e o Reino Unido, a “defesa inédita” israelense foi “superior”.

    Conseguimos interceptar 99% das ameaças contra Israel“, afirmou o porta-voz Daniel Hagari neste domingo (14), dizendo que os sistemas de defesa aérea do país tiveram que lidar com cerca de 350 drones kamikazes, mísseis e foguetes disparados por forças iranianas e grupos apoiados pela República Islâmica.

    “A ameaça do Irã encontrou uma operação aérea e tecnológica com inteligência superior, ajudada pela coalização de parceiros liderada pelos Estados Unidos, com o Reino Unido, França e outros”, acrescentou Hagari. “Foi a primeira vez que essa aliança trabalhou junta contra o Irã e seus aliados no Oriente Média”, frisou.

    O território israelense costuma ser atacado por grupos radicais islâmicos apoiados pelo regime iraniano, como o palestino Hamas e o libanês Hezbollah. Até a ação de sábado, porém, Israel nunca havia sofrido um ataque direto do Irã.

    O Irã justificou o disparo de drones militares contra o território israelense como uma retaliação por um ataque contra uma representação diplomática da República Islâmica em Damasco, capital da Síria, no início do mês.

    Israel não assumiu responsabilidade pelo ataque em Damasco, mas também não veio a público negar a autoria acusada pelo Irã.

    Classificando o ataque de sábado como uma “defesa legítima”, a Missão Permanente do Irã nas Nações Unidas (ONU) disse que, agora, com a retaliação, “o assunto pode ser considerado encerrado”.

    “Contudo, caso o regime israelense cometa outro erro, a resposta iraniana será consideravelmente mais severa”, pontuou em comunicado divulgado nas redes sociais na noite de sábado, acrescentando ainda, em letras garrafais, que os Estados Unidos “devem se manter longe” da questão.