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    Israel sofre maiores perdas desde outubro e enfrenta isolamento diplomático

    País reportou que 10 soldados morreram nas últimas 24 horas, incluindo um coronel que comandava uma base avançada e um tenente-coronel no comando de um regimento

    Bassam MassoudNidal al-MughrabiDan WilliamsHenriette ChacarMaggie Fickda Reuters

    Israel anunciou nesta quarta-feira (13) as piores perdas em combate em mais de um mês, após uma emboscada na Faixa de Gaza. Além disso, o país enfrenta um crescente isolamento diplomático à medida que as mortes de civis aumentam e a catástrofe humanitária se agrava no território palestino.

    Combates intensos ocorriam a todo vapor no norte e no sul de Gaza, um dia após a Organização das Nações Unidas (ONU) exigirem um cessar-fogo humanitário imediato.

    O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, disse que o bombardeio “indiscriminado” de Israel contra civis está custando apoio internacional.

    Já o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, pontuou que os militares continuariam lutando apesar da pressão internacional por um cessar-fogo.

    “Continuaremos até o fim, até a vitória, até que o Hamas seja aniquilado. Digo isso diante de uma grande dor, mas também diante de pressões internacionais. Nada nos impedirá”, destacou aos soldados em Gaza por rádio.

    Israel reportou que 10 de seus soldados morreram nas últimas 24 horas, incluindo um coronel que comandava uma base avançada e um tenente-coronel no comando de um regimento. Foi a pior perda em um só dia desde que 15 soldados foram mortos em 31 de outubro.

    A maioria das mortes ocorreu no distrito de Shejaia, na cidade de Gaza, no norte, onde tropas foram emboscadas tentando resgatar outro grupo de soldados que havia atacado combatentes do Hamas em um prédio, informou o Exército.

    Uma autoridade militar israelense avaliou que Israel pagou “um preço muito alto” no incidente.

    O Hamas disse que o episódio mostrou que as forças israelenses nunca poderiam dominar Gaza: “Quanto mais tempo você permanecer lá, maior será a conta de suas mortes e perdas, e você sairá de lá carregando o fardo da decepção e da derrota, se Deus quiser”.

    Em um discurso televisionado, o chefe do Hamas, Ismail Haniyeh, afirmou que qualquer acordo futuro em Gaza sem o Hamas era uma “ilusão”.

    Israel contou com a simpatia global quando lançou uma campanha para aniquilar o Hamas, cujos combatentes atravessaram a fronteira em 7 de outubro, matando 1.200 israelenses, a maioria deles civis, e fazendo 240 reféns.

    Mas desde então, Israel tem sitiado o território e devastado grande parte da região. O Ministério da Saúde de Gaza destacou nesta quarta-feira (13) que ao menos 18.608 pessoas foram mortas e 50.594 ficaram feridas em ataques israelenses em Gaza.

    Aviões de guerra bombardearam novamente toda a extensão de Gaza, e autoridades humanitárias disseram que a chegada das chuvas de inverno piorou as condições para as centenas de milhares de pessoas que dormem em tendas improvisadas.

    A grande maioria dos 2,3 milhões de habitantes de Gaza ficou sem abrigo.

    Em Rafah, no sul de Gaza, os corpos de uma família morta em um ataque aéreo durante a noite estavam expostos à chuva envolvidos em sudários brancos ensanguentados, incluindo várias crianças pequenas.

    Um deles, do tamanho de um recém-nascido, estava enrolado em um cobertor rosa.