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    Japão deve despejar água radioativa de Fukushima em agosto, diz jornal

    País obteve permissão da Agência Internacional de Energia Atômica para realizar o descarte, mas recebe críticas de pescadores da região e também de outros países próximos, especialmente a China 

    Os edifícios danificados do reator da usina nuclear de Fukushima Daiichi são vistos na prefeitura de Fukushima
    Os edifícios danificados do reator da usina nuclear de Fukushima Daiichi são vistos na prefeitura de Fukushima 28/02/2012REUTERS/Yoshikazu Tsuno/Pool

    Da Reuters

    Tóquio

    O governo japonês pretende iniciar a liberação de água radioativa tratada da usina nuclear destruída de Fukushima Daiichi já em agosto, após receber um selo de aprovação do órgão regulador nuclear das Nações Unidas (ONU), informou o jornal Nikkei.

    Em um marco importante para o processo de desativação da usina destruída no terremoto e tsunami de 2011, a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) disse que uma revisão de dois anos mostrou que os planos do Japão para a liberação de água eram consistentes com os padrões de segurança global.

    Tóquio havia dito em janeiro que planejava começar a bombear a água para o oceano “entre a primavera e o verão”, mas não especificou uma data, pendente de aprovação oficial pelo órgão regulador nuclear nacional prevista para esta semana.

    Com o endosso da AIEA, o primeiro-ministro japonês, Fumio Kishida, disse que seu país buscaria obter aceitação tanto nacional quanto internacionalmente.

    Os sindicatos locais de pescadores japoneses há muito se opõem ao plano. O argumento é que a ação pode desfazer a reparação de danos à reputação, após a proibição de vários países a alguns produtos alimentícios japoneses com medo da radiação.

    Alguns países vizinhos também demonstraram preocupação com a ameaça ao meio ambiente, e o governo de Pequim emerge como o maior crítico.

    O Japão diz que a água foi filtrada para remover a maioria dos elementos radioativos, exceto o trítio, isótopo de hidrogênio difícil de separar da água. A água tratada será diluída com níveis de trítio bem abaixo dos aprovados internacionalmente antes de ser liberada no Pacífico.

    (Reportagem de Chang-Ran Kim)