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    Japão: Sistema de agendamento de vacinação contra a Covid-19 entra em pane

    Ocorrência contribui para o aumento da frustração de muitos japoneses sobre a lentidão da vacinação do país e as Olimpíadas

    Profissional de saúde prepara dose de vacina Pfizer/BioNTech contra Covid-19 para aplicação em Tóquio, em 17/02/2021
    Profissional de saúde prepara dose de vacina Pfizer/BioNTech contra Covid-19 para aplicação em Tóquio, em 17/02/2021 Foto: ehrouz Mehri/Pool via REUTERS

    Rocky Swift e Kiyoshi Takenaka, da Reuters, em Tóquio

    Problemas técnicos causaram uma pane no sistema de agendamento de vacinação contra coronavírus do Japão nesta quarta-feira (12), aumentando a frustração com a reação do governo a novos surtos de infecções e com uma campanha de inoculação que críticos dizem estar terrivelmente lenta.

    O sistema virtual de agendamento de vacinação caiu em muitos lugares, inclusive partes de Tóquio e Minoh, uma cidade do oeste, por causa de um problema global com o fornecedor de computação de nuvem norte-americano Salesforce.com, noticiou a emissora pública NHK.

    O chefe de tecnologia da Salesforce, Parker Harris, disse no Twitter que a empresa está testemunhando um “grande transtorno”, atualizando a informação mais tarde para dizer que a maior parte dos serviços foi restaurada.

    “Agendar uma vacinação parece uma tarefa árdua para os idosos”, escreveu o usuário do Twitter @obachan66972352. “Cogitem tornar possível se vacinar sem agendamento.”

    Um representante do escritório de vacinas do Ministério da Saúde do Japão não estava disponível de imediato ao ser contatado pela Reuters.

    O ministério enfrentou diversos problemas técnicos no decorrer da pandemia, desde um aplicativo de rastreamento de contatos que deixou de comunicar uma informação vital a uma bases de dados complicada que profissionais de saúde ficaram relutantes em usar.

    O Japão só inoculou 2,8% de sua população, a taxa mais baixa entre países ricos, apesar de uma meta governamental ambiciosa de administrar doses aos seus 36 milhões de idosos até julho, quando a Olimpíada deve começar em Tóquio.