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    Javier Milei busca “segunda chance” para projeto de reforma no Congresso

    "Estamos enfrentando um momento crucial em nossa história", disse porta-voz do governo

    Presidente da Argentina, Javier Milei
    Presidente da Argentina, Javier Milei 26/03/2024REUTERS/Agustin Marcarian

    Adam Jourdanda Reuters

    Buenos Aires

    O governo da Argentina distribuiu aos parlamentares e governadores uma versão reduzida e modificada da reforma abrangente em busca de uma “segunda chance” de aprovação do projeto que foi rejeitado no Senado no início deste ano.

    O projeto de lei, que contempla desde planos de privatização de empresas estatais até medidas para permitir reduções nos subsídios estatais, é um pilar fundamental do plano econômico do presidente Javier Milei, que busca formas de resolver uma grave crise econômica, com inflação acima de 275% e reservas do banco central próximas de zero.

    O economista, que venceu de forma surpreendente as eleições do ano passado e tem apenas uma minoria no Congresso, foi forçado a ceder em suas posições a possíveis aliados políticos depois que o projeto de lei foi rejeitado em fevereiro.

    “Hoje nos encontramos diante de uma segunda oportunidade”, disse o porta-voz da Presidência, Manuel Adorni, aos repórteres.

    Segundo ele, o governo estava confiante em obter apoio. “Estamos enfrentando um momento crucial em nossa história.”

    Espera-se que o projeto de lei retorne na próxima semana ao Congresso para discussão antes de enfrentar uma nova rodada de votações.

    O governo Milei terá que adotar uma abordagem mais conciliatória para levar adiante suas reformas, já que o bloco de oposição peronista ainda detém o maior número de cadeiras no Congresso.

    O governo suprimiu uma seção fiscal fundamental do projeto de lei original, parte da promessa de Milei de um déficit “zero” este ano, e diluiu algumas reformas. A administração pretende, ainda, adotar as medidas fiscais separadamente.

    “Somos um governo que dialoga, ouve e está aberto a propostas”, disse uma autoridade do governo que pediu para não ser identificada, acrescentando que o projeto de lei está “99,9% finalizado”. “Nós dialogamos com aqueles que querem dialogar.”