JD Vance deve participar de reunião entre Trump e Zelensky na Casa Branca
Encontro deve acontecer na segunda-feira (18)

O vice-presidente dos EUA, JD Vance, participará da reunião da segunda-feira (18) entre o presidente Donald Trump e o líder ucraniano Volodymyr Zelensky no Salão Oval, informou à CNN uma fonte familiarizada com os planos.
Na última vez em que Zelensky esteve no Salão Oval, em fevereiro, Vance o acusou de falta de gratidão, perguntando: “Você agradeceu alguma vez?”
No entanto, em maio, Vance se reuniu com Zelensky na Itália, ao lado do secretário de Estado Marco Rubio. Embora jornalistas não tenham sido convidados para o encontro. Após a reunião, Vance publicou uma foto sorrindo ao lado de Zelensky.
Cúpula no Alasca
Donald Trump e Vladimir Putin se reuniram no Alasca na sexta-feira (15), um encontro histórico. Após cerca de três horas de conversas, no entanto, o encontro terminou sem um acordo concreto sobre o fim da guerra na Ucrânia.
Segundo o presidente americano durante uma entrevista à Fox News, ele e Putin concordaram "amplamente" em trocas de terras e que o conflito terminará com concessão de território e garantias de segurança.
Já o líder russo disse que a reunião com Trump foi "extremamente útil" e que respeita a posição de Washington sobre a guerra contra a Ucrânia.
Entenda a guerra na Ucrânia
A Rússia iniciou a invasão em larga escala da Ucrânia em fevereiro de 2022 e detém atualmente cerca de um quinto do território do país vizinho.
Ainda em 2022, o presidente russo, Vladimir Putin, decretou a anexação de quatro regiões ucranianas: Donetsk, Luhansk, Kherson e Zaporizhzhia.
Os russos avançam lentamente pelo leste e Moscou não dá sinais de abandonar seus principais objetivos de guerra. Enquanto isso, Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, pressiona por um acordo de paz.
A Ucrânia tem realizado ataques cada vez mais ousados dentro da Rússia e diz que as operações visam destruir infraestrutura essencial do Exército russo.
O governo de Putin, por sua vez, intensificou os ataques aéreos, incluindo ofensivas com drones.
Os dois lados negam ter como alvo civis, mas milhares morreram no conflito, a grande maioria deles ucranianos.
Acredita-se também que milhares de soldados morreram na linha de frente, mas nenhum dos lados divulga números de baixas militares.
Os Estados Unidos afirmam que 1,2 milhão de pessoas ficaram feridas ou mortas na guerra.



