Jornalista, conservador e alvo de escândalos: quem é Boris Johnson
Johnson é considerado uma das figuras políticas britânicas mais controversas dos últimos anos
Nascido em 19 de junho de 1964, em Nova York, nos Estados Unidos, Alexander Boris de Pfeffel Johnson é considerado uma das figuras políticas britânicas mais controversas dos últimos anos.
Conhecido apenas como Boris Johnson, o político renunciou ao cargo de primeiro-ministro do Reino Unido nesta quinta-feira (7), após uma série de escândalos e renúncia coletiva de mais de 50 membros do governo.
Saiba mais sobre a vida e a carreira de Johnson:
Johnson é filho do ambientalista, escritor e ex-político Stanley Johnson e da pintora Charlotte Johnson Wahl. Batizado como católico, Johnson foi confirmado como anglicano na adolescência.
Casado com Carrie Symonds, o político teve dois casamentos anteriores com Marina Wheeler (1993-2020) e Allegra Mostyn-Owen (1987-1993). Pai de sete filhos, Romy e Wilfred com Carrie Johnson; Lara, Milo, Cássia e Theodore, com Marina Wheeler e Stephanie com Helen Macintyre.
Estudou na Balliol College, da Universidade de Oxford, com Bachelor of Arts em 1987. Johnson foi o quarto primeiro-ministro a estudar no Balliol College. Os outros três eram H.H. Asquith, Edward Heath e Harold Macmillan.
Johnson escreveu livros sobre política, história e cultura britânica, como "The Churchill Factor: How One Man Made History" e "The Dream of Rome".
Linha do tempo
1973 - A família Johnson se muda para a Bélgica.
1987 - Torna-se repórter estagiário do The Times.
1988 - Demitido do The Times por inventar uma citação.
1989 - Nomeado correspondente em Bruxelas para o Daily Telegraph.
1999-2005 - Editor da revista semanal The Spectator.
2001 – Johnson é eleito membro da Câmara dos Comuns no Parlamento, ganhando o assento em Henley para o Partido Conservador.
2003-2004 - Vice-presidente do Partido Conservador.
2004 - Serve como ministro-sombra para as artes. Demitido por alegações de um caso com a jornalista Petronella Wyatt.
Dezembro de 2005 a julho de 2007 - Serve como ministro-sombra para o ensino superior.
Maio de 2008 – Johnson é eleito prefeito de Londres. Ele é reeleito em 2012.
Agosto de 2012 - Johnson fica preso em uma tirolesa durante um evento dos Jogos Olímpicos de Verão no Victoria Park, em Londres.
Maio de 2015 - Reeleito para o Parlamento, representando um assento para Uxbridge e South Ruislip.
13 de julho de 2016 - Johnson é nomeado secretário de Relações Exteriores pela primeira-ministra Theresa May e serve por dois anos.
21 de fevereiro de 2016 - Johnson anuncia que apoia a campanha do Brexit.
9 de julho de 2018 - Johnson renuncia ao cargo de secretário de Relações Exteriores devido ao seu desacordo com a abordagem de May ao Brexit.
Setembro de 2018 - Johnson e Marina Wheeler anunciam sua separação e divórcio pendente.
23 de julho de 2019 - Johnson é eleito líder do partido conservador do Reino Unido para assumir o lugar de May como primeiro-ministro, dependendo da aprovação da rainha.
28 de agosto de 2019 - A rainha Elizabeth aprova o pedido de Johnson de suspender o Parlamento do Reino Unido a partir de meados de setembro, reduzindo o tempo disponível para os legisladores bloquearem um Brexit sem acordo. A notícia encontra oposição de políticos que a denunciam como potencialmente inconstitucional e antidemocrática. Em uma entrevista televisionada, Johnson nega que estivesse tentando impedir que o Parlamento limitasse seus planos para o Brexit.
4 de setembro de 2019 - Johnson sofre uma derrota depois que os legisladores da Câmara dos Comuns aprovam um projeto de lei para bloquear um Brexit sem acordo, 327 votos a 299. Instrui Johnson a solicitar outra extensão do Brexit se ele não conseguir um acordo com a União Europeia até o prazo de 31 de outubro. Horas depois, a Câmara dos Comuns rejeita as exigências de uma eleição, ficando aquém da supermaioria de 434 necessária para ser aprovada.
5 de setembro de 2019 - Durante um discurso em Wakefield, no Norte da Inglaterra, Johnson diz que prefere estar "morto na vala" do que pedir à Europa que adie o Brexit. No mesmo dia, o irmão de Johnson, Jo Johnson, anuncia que deixará o cargo de deputado porque está "dividido entre a lealdade familiar e o interesse nacional".
25 de setembro de 2019 - Os legisladores voltam ao trabalho depois que a Suprema Corte do Reino Unido decide que a decisão de Johnson de suspender unilateralmente o Parlamento até meados de outubro - apenas duas semanas antes da saída do Reino Unido da União Europeia - era "ilegal, nula e sem sentido", uma enorme derrota para o primeiro-ministro.
17 de outubro de 2019 - Johnson anuncia que os negociadores do Reino Unido fecharam um acordo do Brexit com seus homólogos europeus, preparando o terreno para a votação da proposta no Parlamento.
19 de outubro de 2019 - Os legisladores do Reino Unido retêm a aprovação do acordo de Johnson para o Brexit, votando por uma emenda para atrasar a ratificação. A emenda exigia que Johnson enviasse uma carta solicitando uma extensão da União Europeia e Downing Street posteriormente confirma que a carta foi enviada.
12 de dezembro de 2019 - O partido conservador de Johnson vence em uma eleição esmagadora, garantindo 365 dos 650 assentos na Câmara do Parlamento, bem à frente dos 203 assentos do Partido Trabalhista. A eleição dá a Johnson uma maioria confortável na Câmara dos Comuns e abre caminho para o Brexit acontecer no final de janeiro.
31 de janeiro de 2020 - A Grã-Bretanha deixa formalmente a União Europeia, entrando em um período de transição até o final de 2020, durante o qual o Reino Unido deve negociar seu futuro relacionamento com a Europa.
29 de fevereiro de 2020 - Johnson e Carrie Symonds, ex-funcionária de comunicação do Partido Conservador, anunciam que estão esperando um bebê e estão noivos.
27 de março de 2020 - Johnson anuncia que testou positivo para a Covid-19.
5 de abril de 2020 - Johnson é internado no Hospital St. Thomas em Londres para testes como parte de uma "etapa de precaução" devido aos sintomas persistentes de coronavírus de Johnson, disse o Gabinete do Primeiro-Ministro em comunicado.
6 de abril de 2020 - Johnson é transferido para uma unidade de terapia intensiva depois que sua condição com sintomas de coronavírus "piorou", de acordo com um porta-voz de Downing Street.
12 de abril de 2020 - Um porta-voz de Downing Street anuncia que Johnson recebeu alta do hospital.
29 de abril de 2020 - Johnson e Symonds anunciam o nascimento de um menino.
2 de maio de 2020 - Johnson e Symonds anunciam o nome de seu filho recém-nascido, Wilfred Lawrie Nicholas Johnson. Ele recebeu o nome do meio Nicholas em homenagem a dois médicos que trataram Johnson enquanto ele sofria de Covid-19.
6 de maio de 2021 - Nas eleições britânicas, o partido conservador de Johnson mantém as prefeituras nas principais áreas de batalha e aumenta sua participação nos conselhos locais.
29 de maio de 2021 - Johnson e Symonds se casaram em uma "pequena cerimônia" realizada em segredo na Catedral de Westminster, em Londres.
9 de dezembro de 2021 - Johnson e Symonds anunciam o nascimento de uma menina.
31 de janeiro de 2021 - Um relatório do governo há muito aguardado sobre o "Partygate" é divulgado, descrevendo uma investigação de Johnson que descobriu várias festas, algumas das quais Johnson participou pessoalmente, uma cultura de consumo excessivo de álcool e uma "falha de liderança" em seu governo enquanto o resto do país vivia sob estritas regras de bloqueio da Covid-19.
6 de junho de 2022 - Johnson sobrevive a um voto de desconfiança de seu próprio partido. Os parlamentares conservadores votam em eleição secreta por 211 a 148 para permitir que ele permaneça como líder do partido - e, por extensão, como primeiro-ministro.
7 de junho de 2022 - Johnson anuncia a sua renúncia à posição de líder do Partido Conservador, após uma série de escândalos e renúncia coletiva de mais de 50 membros do governo.



