Juiz dos EUA bloqueia execução de única mulher no corredor da morte 

Foi bloqueada a execução de Lisa Montgomery, uma assassina condenada e a única mulher no corredor da morte federal nos EUA, por motivos de saúde mental

Maca de aplicação de injeção letal nos EUA
Maca de aplicação de injeção letal nos EUA Foto: Departamento de Correções da Pensilvânia

Por Bhargav Acharya, da Reuters

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Um juiz federal de Indiana bloqueou na noite de segunda-feira (12) a execução de Lisa Montgomery, uma assassina condenada e a única mulher no corredor da morte federal nos Estados Unidos, por motivos de saúde mental, com base em evidências de que ela era incapaz de compreender a justificativa do governo para sua execução.

A decisão foi posteriormente confirmada pelo Tribunal de Apelações dos EUA para o circuito do Distrito de Columbia, empurrando qualquer nova data de execução para a administração de Joe Biden, a menos que a Suprema Corte intervenha.

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Montgomery, que deveria ser morta por injeção letal em 12 de janeiro, foi condenada em 2007 no Missouri por sequestro e estrangulamento de Bobbie Jo Stinnett, então grávida de oito meses. Montgomery cortou a barriga de Stinnett e roubou o bebê do útero. A criança sobreviveu.

O juiz americano James Patrick Hanlon concedeu a suspensão da execução para permitir que o tribunal conduzisse uma audiência para determinar se ela é competente para ser executada, de acordo com uma ação judicial feita no tribunal distrital dos EUA do Distrito Sul de Indiana.

O advogado de Montgomery, Kelley Henry, saudou a decisão do juiz e disse que o tribunal estava certo em interromper sua execução.

“A Sra. Montgomery está se deteriorando mentalmente e estamos buscando uma oportunidade de provar sua incompetência”, disse Henry em um comunicado.

Os advogados disseram que a condenada admite a culpa do crime, mas merece clemência porque há muito sofre os reflexos de por ter sido estuprada por seu padrasto e amigos durante uma infância abusiva.

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