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    Líbano falha ao eleger presidente pela 4ª vez enquanto saída de Aoun se aproxima

    Blocos políticos não conseguiram chegar a um consenso sobre um candidato para suceder Michel Aoun

    Manifestantes carregam bandeira do Líbano no centro de Beirute
    Manifestantes carregam bandeira do Líbano no centro de Beirute Agência Brasil / Ali Hashisho

    Maya Gebeilyda Reuters

    em Beirute

    O parlamento libanês falhou nesta segunda-feira (24) em eleger um presidente pela quarta vez, faltando apenas uma semana para o término do mandato do presidente Michel Aoun e as advertências de uma crise constitucional crescendo cada vez mais.

    Com o parlamento mais fragmentado do que nunca após as eleições de maio, os blocos políticos não conseguiram chegar a um consenso sobre um candidato para suceder Aoun.

    A presidência ficou vaga várias vezes desde a guerra civil de 1975-1990, mas um vácuo agora seria especialmente preocupante. O governo já está operando como temporário e o país está afundando cada vez mais em um colapso financeiro de três anos.

    A turbulência econômica e política afundou a moeda em mais de 90%, espalhou a pobreza, paralisou o sistema financeiro e congelou os depositantes de suas economias na crise mais desestabilizadora desde a guerra civil do país.

    Os votos no parlamento na segunda-feira foram divididos principalmente entre o deputado independente Michel Mouawad, o acadêmico Issam Khalife, que foi recém-nomeado, cédulas em branco e alguns votos para slogans políticos.

    O presidente do Parlamento Nabih Berri marcou a próxima sessão para quinta-feira, 27 de outubro.

    Antecipando outro vácuo no topo, os políticos intensificaram os esforços para chegar a um acordo sobre um novo gabinete liderado pelo primeiro-ministro muçulmano sunita Najib Mikati – que atualmente está servindo como temporário – ao qual os poderes presidenciais podem passar.

    (Edição de William Maclean)