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    Líder do Hezbollah diz que conflito regional no Oriente Médio é “possibilidade realista”

    Em discurso, Nasrallah defendeu cessar-fogo para evitar escalada

    Sayed Hassan Nasrallah, secretário-geral do Hezbollah
    Sayed Hassan Nasrallah, secretário-geral do Hezbollah Marwan Naamani/picture alliance via Getty Images

    por Laila Bassam, Thomas Perry e Riham al Koussa, de Reuters

    O líder do Hezbollah, Sayyed Hassan Nasrallah, disse nesta sexta-feira (3) que um conflito mais amplo no Oriente Médio é uma possibilidade realista.

    Em seu primeiro pronunciamento desde o início da guerra entre Israel e Hamas, era esperado que Nasrallah indicasse que o grupo travaria uma guerra contra Israel.

    Força militar apoiada pelo Irã, o Hezbollah tem enfrentado forças israelenses ao longo da fronteira entre o Líbano e Israel, na escalada mais mortal desde que travou uma guerra com Israel em 2006.

    O Hezbollah tem intensificado as ações dia após dia, forçando Israel a manter suas forças perto da fronteira libanesa em vez da Faixa de Gaza e da Cisjordânia ocupada, disse Nasrallah em discurso televisionado.

    “O que está acontecendo na fronteira pode parecer modesto, mas é muito importante.”

    Nasrallah culpou os Estados Unidos pela guerra em Gaza e pelo elevado número de mortos de civis, e disse que uma diminuição da violência no enclave sitiado é vital para evitar uma guerra regional.

    O líder do Hezbollah afirmou ainda que a operação lançada pelo grupo militante Hamas contra Israel em 7 de outubro foi “100% palestina”.

    Nasrallah também agradeceu a grupos no Iêmen e no Iraque, parte do que é conhecido como “Eixo de Resistência”. A coalizão inclui as milícias iraquianas muçulmanas xiitas que têm disparado contra as forças dos Estados Unidos na Síria e no Iraque, e os houthis do Iêmen, que se juntaram ao conflito disparando drones contra Israel.

    O líder do Hezbollah disse que a operação de 7 de outubro provocou um “terremoto” em Israel e que expôs a fraqueza do país.

    Veja também: Líder do Hezbollah nega envolvimento em ataques do Hamas