Líderes nacionais e internacionais expressam apoio ao Líbano após explosão

Líderes da França, Canadá e Reino Unido também se pronunciaram sobre caso

Bombeiros retiram homem ferido do local de explosão em Beirute, no Líbano
Bombeiros retiram homem ferido do local de explosão em Beirute, no Líbano Foto: Mohamed Azakir/Reuters (4.ago.2020)

Luana Franzão*,

da CNN, em São Paulo

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O governo brasileiro e outros países lamentaram as explosões que atingiram nesta terça-feira (4) a área portuária de Beirute, no Líbano. O incidente deixou pelo menos 50 mortos e 2.750 feridos, de acordo com o ministro da saúde Hamad Hassan.

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O presidente Jair Bolsonaro disse pelo Twitter estar “profundamente triste com as cenas da explosão em Beirute”. “O Brasil abriga a maior comunidade de libaneses do mundo e, deste modo, sentimos essa tragédia como se fosse em nosso território. Manifesto minha solidariedade às famílias das vítimas fatais e aos feridos”, afirmou.

O Itamaraty divulgou nota sobre o caso e expressou solidariedade com o povo libanês .”O Ministério das Relações Exteriores acompanha com atenção os acontecimentos na cidade e está pronto para prestar a assistência consular cabível. Não há, até o momento, notícia de cidadãos brasileiros mortos ou gravemente feridos”, disse a chancelaria em nota. 7

“O Itamaraty seguirá acompanhando a situação por meio da Embaixada do Brasil em Beirute, em coordenação com a Divisão de Assistência Consular (DAC) em Brasília.”

O governo de Israel, que tem uma relação complicada com o vizinho árabe, ofereceu ajuda às vítimas.

O primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, expressou solidariedade através de sua conta no Twitter. “As fotos e vídeos da explosão de hoje em Beirute são chocantes. Todos os meus pensamentos e orações estão com aqueles que foram envolvidos nesse incidente terrível. O Reino Unido está pronto para ajudar de todas as formas que puder, incluindo os cidadãos britânicos que tenham sido afetados”, publicou o premiê.

Outro nome a se posicionar foi presidente da França, Emmanuel Macron. “Eu exprimo minha solidariedade fraternal pelos libaneses depois da explosão que deixou tantas vítimas nesta noite em Beirute. A França se coloca ao lado do Líbano. Sempre. A ajuda e recursos franceses serão distribuídos”, escreveu ele no Twitter. O Líbano foi uma colônia francesa até a Segunda Guerra Mundial.

Justin Trudeau, premiê do Canadá, também se expressou na rede social. “Notícias trágicas vindas de Beirute, Os canadenses estão pensando em todos que foram feridos e todos aqueles que estão procurando membros da família ou amigos, e também que tenham perdido algum ente querido. Estamos mantendo vocês em nossos pensamentos e oferecemos qualquer ajuda que pudermos”.

O governo saudita também emitiu nota, dizendo que acompanha o caso com preocupação e oferecendo “total apoio e solidariedade à população libanesa”.

Kayleigh McEnany, representante da Casa Branca, declarou à imprensa que “o governo Trump está observando cautelosamente a explosão mortal em Beirute”. Depois, o presidente Donald Trump afirmou que o ocorrido parecia “algum tipo de bomba”

Até o momento, a hipótese principal é que tenha sido um acidente em um armazém com materiais inflamáveis.

Líderes nacionais

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), enviou uma mensagem de condolências à comunidade libanesa. Em publicação no Twitter, ele disse que está “consternado” com as explosões e expressou condolências pelas vidas perdidas.

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP) também se solidarizou, se dizendo “profundamente triste”. Ele telefonou ao embaixador do Líbano no Brasil e disse que o país está à disposição do governo libanês.

O governador paulista João Doria (PSDB) se manifestou de maneira semelhante. “Quero manifestar a solidariedade de São Paulo à população de Beirute e à comunidade libanesa do nosso Estado e do Brasil, em especial, aos familiares que perderam pessoas queridas nessa tragédia”, escreveu.

Helder Barbalho (MDB), governador do Pará, também expressou seus sentimentos aos que perderam entes queridos na tragédia.

Fernando Haddad (PT), candidato à Presidência em 2018 que tem ascendência libanesa, pediu bênçãos para o povo do país. “Nosso Líbano tem sido castigado pela história recente. Líbano é sinônimo de resistência e liberdade. Um povo magnífico que não merece tanto sofrimento, num momento já difícil. Que Deus abençoe a família das vítimas”, disse.

(Edição: Luiz Raatz e Paulo Toledo Piza).

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