Louvre fechará pela segunda vez devido a onda de protestos na França

Medida atende a recomendações da polícia diante da previsão de novas manifestações no país e o local promete reembolso aos visitantes

Da CNN Brasil

O Museu do Louvre anunciou que estará fechado neste sábado (24) "por recomendação da prefeitura de polícia de Paris" diante da expectativa de uma nova onda de protestos na França.

O Museu Nacional Eugène-Delacroix seguirá a mesma recomendação.

Nas redes sociais, a administração do Louvre afirma que as modalidades de reembolso dos ingressos podem ser encontradas no site oficial.

A França mobilizará 70 mil policiais e integrantes da Força Nacional neste sábado (24) durante manifestações previstas em todo o país, anunciou nesta sexta-feira (23) o ministro do Interior, Laurent Nuñez.

O ministro afirmou que serão mobilizadas equipes em terra e no ar. Entre os recursos mobilizados estão unidades especiais, além de helicópteros e drones.

Nuñez também prometeu rigor contra saques e atos de vandalismo.

“Olhem as redes sociais: há apelos da esquerda para atacar prédios públicos. Não estamos falando de um protesto pacífico”, disse Nuñez a jornalistas. “Estamos preparados para agir com extrema firmeza amanhã e não tolerar nada.”

Nesta semana, o presidente Emmanuel Macron anunciou a proibição de qualquer ato não sindical, alegando que o partido de esquerda França Insubmissa, de Jéan-Luc Mélenchon, teria planos de uma insurreição para derrubar o governo atual.

Segunda vez na semana

O Museu do Louvre, em Paris, já havia sido fechado nesta segunda-feira (19) por causa de um bloqueio de manifestantes em frente à entrada do local.

Em comunicado nas redes sociais, a administração informou na segunda-feira que não abriria as atividades ao público por causa de uma "greve estudantil".

O protesto foi organizado por alunos da Escola do Louvre para impedir a abertura do Museu para turistas dias depois dos protestos que tomaram as ruas de Paris.

No local, eles entregaram panfletos aos visitantes pedindo "compreensão" por suas reinvindicações.

Mobilização massiva

Manifestações contra a alta no custo de vida e o projeto de corte de gastos do governo francês levaram a um movimento generalizado que atingiu seu ápice com 500 mil pessoas nas ruas no sábado (17). Mais de 2 mil pessoas foram presas, com pelo menos duas mortes e relatos de feridos graves, incluindo duas pessoas que perderam as mãos.

A polícia lançou gás lacrimogêneo contra multidões e entrou em confrontos com manifestantes encapuzados, vestidos de preto, que atearam fogo e invadiram lojas e prédios públicos. Imagens mostraram edifícios históricos em chamas.

Autoridades e líderes políticos ressaltam que a grande maioria dos manifestantes tem protestado pacificamente. No entanto, o nível de confrontos e destruição, o pior registrado em anos, abalou o país e provocou fortes condenações de líderes e da população.