Roubo no Louvre: Riscos de invasão e roubo foi subestimado, diz ministra
Investigações preliminares sobre o crime destacaram equipamentos inadequados, má organização e protocolos antiquados no museu mais visitado do mundo

A ministra de Cultura da França, Rachida Dati, disse que o roubo no Louvre aconteceu após uma subestimação crônica e estrutural do risco de invasões e roubos, deixando o museu a segurança do museu exposta.
Na ação, quatro ladrões encapuzados levaram oito peças preciosas da Galeria Apollo, onde estão guardadas as Joias da Coroa Francesa.
Segundo a autoridade, falhas de segurança contribuíram para um crime audacioso em plena luz do dia em 19 de outubro.
Um relatório preliminar sobre o roubo constatou equipamentos de segurança inadequados, má organização e protocolos obsoletos no museu, disse a ministra à emissora francesa TF1.
"Os dispositivos, o alarme e os equipamentos de segurança, como estavam instalados no dia do roubo no Museu do Louvre, funcionavam corretamente", mas isso não foi suficiente para impedir o roubo, já que a segurança "não era uma prioridade", acrescentou Dati.
A ministra da Cultura também afirmou que o museu implementará medidas de segurança adicionais até o final do ano, incluindo dispositivos anti-intrusão e barreiras anti-colisão em vias públicas próximas.
A diretora do Louvre, Laurence des Cars, declarou a senadores na semana passada que ofereceu sua renúncia após o roubo, mas Dati a recusou.
Des Cars expressou sua "decepção e surpresa" com o estado do Louvre, o museu mais visitado do mundo, quando se transferiu para lá vinda do Museu d'Orsay, berço dos impressionistas franceses.
Sete suspeitos foram presos até o momento em conexão com o roubo, mas nenhuma das joias roubadas foi recuperada.


